‘Milei na forma e Bukele no conteúdo’: quem é Renan Santos, o presidenciável que declarou guerra aos Bolsonaro 

Cofundador do MBL cresce nas pesquisas com apoio jovem, ataca escala 6x1, rejeita anistia e propõe "mutirão anti-Bolsa Família".

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, tem chamado a atenção pelo crescimento nas pesquisas. Com alta adesão do público jovem, o candidato se auto intitula como “Milei na forma e Bukele no conteúdo”. Renan tem se colocado como o único candidato viável pela direita e já chamou Flávio Bolsonaro de vagabundo em live.

Continua após a publicidade

Liderança no impeachment de Dilma ao racha com o bolsonarismo

Um dos criadores do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos é natural de São Paulo e tem 42 anos. Ficou conhecido em 2014 por ser uma das lideranças dos protestos contra o governo Dilma e, hoje, em 2026, também se coloca contra a família Bolsonaro.

Em live no Instagram, ele disparou contra o senador: “Eu vou acabar com a raça do Flávio Bolsonaro. Me aguarde, seu vagabundo”.

Renan se declara como não apegado a ideologias. Sempre que perguntado sobre seu lado político, ele afirma não se importar com o dogmatismo.

Continua após a publicidade

O presidente do partido Missão notabilizou-se por defender pautas ligadas ao liberalismo econômico, à redução da intervenção estatal e à modernização das instituições.

Críticas à escala 6×1 e freio nos poderes do STF

Em temas como o fim da escala 6×1, aprovada nesta quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados, Renan Santos é taxativo e chama a proposta de “eleitoreira”. “Quando a esmola é muito alta, o santo desconfia. O mais provável é informalidade, desemprego e quebradeira na indústria”, afirmou em vídeo nas suas redes sociais.

No quesito ao Supremo Tribunal Federal, o candidato tem como uma das suas principais propostas a perda de poder dos ministros em decisões monocráticas.

Continua após a publicidade

“Temos que acabar com as decisões monocráticas, temos que impedir escritórios de advocacia ligados a ministros”, declarou o pré-candidato após participar da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

Veto à anistia de Bolsonaro e o desafio nacional

Em um posicionamento que vai na contramão do restante dos presidenciáveis dos partidos de direita, Renan se coloca como não favorável à anistia, movimento este que apoiadores do ex-presidente Bolsonaro defendem. Ele ainda destaca que, em um provável governo, o ex-presidente não será “prioridade”.

O maior desafio de Renan Santos nesta campanha é fazer seu nome conhecido fora de São Paulo. O candidato tem viajado pelo País produzindo vídeos que, em alguns casos, causaram repercussão negativa, como no Maranhão, onde afirmou que “a democracia não existe no Maranhão”.

“Eu acredito de fato que a população maranhense precisa de intervenção”, disse ele, em aspas que trouxeram um forte teor negativo.

Modelo Bukele e o mutirão anti-Bolsa Família

Centralizando sua proposta na segurança pública, o candidato defende escolas militares e prisão perpétua para líderes de facções, com um modelo de governo linha-dura inspirado em Nayib Bukele.

Continua após a publicidade

Além de posicionar-se contra as cotas raciais e a Lei da Misoginia, Santos propõe um “mutirão anti-Bolsa Família” para substituir o benefício por frentes de trabalho, sob o argumento de que “homens e mulheres saudáveis e jovens têm que atuar”, já que o custo do programa social é “retirado do salário de outros brasileiros, que estão trabalhando e pagando impostos”.