A era da televisão como o “tribunal de informações” do brasileiro chegou ao fim. Pela primeira vez, o ambiente digital superou a tela grande como a principal janela para o debate público no País.
De acordo com os dados mais recentes da pesquisa Genial/Quaest, as redes sociais já são a fonte primária de notícias políticas para 38% dos eleitores, empurrando a TV para a segunda posição, com 35%.
O saudoso rádio, que em décadas passadas era a referência do público, juntamente com os jornais, aparece com 3%.
Fim da espera pelo telejornal
O fenômeno, que consolidou sua trajetória ascendente no fechamento de 2025, reflete uma fadiga do modelo tradicional de comunicação.
O eleitor moderno abandonou a postura passiva de aguardar o horário do telejornal para entender as movimentações do Planalto ou do Congresso.
A demanda agora é pelo imediatismo e pela curadoria personalizada: o cidadão prefere consumir a notícia no exato momento em que ela ocorre, preferencialmente comentada por perfis que geram identificação direta. Hoje aplicativos como X e Instagram, conseguem te informar quase que instantaneamente.

Em uma outra pesquisa realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) mostra mais da metade dos brasileiros de 16 anos ou mais utiliza vídeos curtos e aplicativos de mensagens para acompanhar, todos os dias, o que acontece no país e no mundo.
O levantamento revela que 72% acessam diariamente informações pelas redes sociais. 53%, por meio de vídeos curtos; 50%, por sites ou aplicativos de vídeo; e 46%, por feeds de notícias.
A força dos independentes e a nova direita
Embora o barulho das redes sugira uma polarização absoluta, os números mostram um país mais equilibrado. A maior fatia do eleitorado nacional (32%) se define como independente, fugindo das amarras ideológicas rígidas.
No campo da direita, a pesquisa revela um dado estratégico: os 21% que não se consideram bolsonaristas já superam os 12% de seguidores fiéis do ex-presidente. No espectro oposto, os lulistas convictos (19%) mantêm uma vantagem estreita sobre a esquerda não lulista (14%).
