Crise no Rio: Ricardo Couto é o novo governador interino enquanto STF decide rito eleitoral

Após cassação de Cláudio Castro e anulação de votação na Alerj, comando do estado passa para o presidente do TJRJ

Após cassação de Cláudio Castro e anulação de votação na Alerj, comando do estado passa para o presidente do TJRJ

Após cassação de Cláudio Castro e anulação de votação na Alerj, comando do estado passa para o presidente do TJRJ | Crédito: Flickr/@governodorio

Com grandes reviravoltas, o estado do Rio de Janeiro finalmente tem um governador: Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

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Ele ocupará o cargo no Palácio Guanabara pelo menos até o dia 8 de abril, data que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou para julgar a vacância do cargo de governador do estado. Os ministros vão decidir se a eleição será indireta ou direta, quando a população vai às urnas votar.

A linha sucessória vaga e o papel do TJRJ

Logo após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL) — que posteriormente foi cassado e está inelegível para os próximos pleitos — a cadeira ficou vaga. A Constituição prevê que o vice-governador deveria assumir, mas o cargo também estava vago desde que Thiago Pampolha saiu para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), em 2025.

 

Anulação na Alerj e a disputa pela cadeira

A hierarquia ainda contava com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, que está afastado. O seu vice, o deputado Guilherme Delaroli (PL), preside a Casa neste momento e, por esse motivo, não pode sucedê-lo.

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Ainda no imbróglio, a Alerj elegeu o deputado estadual Douglas Ruas (PL) para a presidência da Casa. Na prática, a votação daria ao deputado o cargo de governador até o fim do ano. Posteriormente, o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) anulou, na noite desta quinta-feira (26), a sessão que elegeu Ruas.

Eleições diretas no radar 

Caso o STF consolide o rito de eleição direta, a expectativa do bastidor é que o eleitorado vá às urnas apenas no encerramento do semestre. O TSE já balizou o calendário de contingência com datas remanescentes em 12 de abril, 17 de maio e 21 de junho.

Entre as raposas políticas do Rio, a aposta recai sobre 21 de junho, visto que o prazo de maio é considerado exíguo para a logística da Justiça Eleitoral.