Saúde de Bolsonaro: quadro é grave e mobiliza defesa por prisão domiciliar

Ex-presidente apresenta baixa saturação; defesa foca em histórico de comorbidades para pleitear medida humanitária

De acordo com a equipe médica, Bolsonaro seguirá internado para continuidade do tratamento com antibióticos

Jair Bolsonaro (PL) apresentou piora na função renal e elevação dos marcadores inflamatórios | Reprodução/Facebook/Jair Messias Bolsonaro

O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece sob monitoramento rigoroso em Brasília. Diagnosticado com uma broncopneumonia bacteriana bilateral, o ex-mandatário já ultrapassa a marca de 72 horas de internação hospitalar.

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O alerta acendeu na última sexta-feira (13/3), quando Bolsonaro apresentou picos febris e uma queda acentuada na oxigenação sanguínea, atingindo 82% — patamar que exige intervenção médica imediata. Segundo o boletim mais recente, a sucessão de problemas de saúde enfrentados nos últimos meses agrava o prognóstico atual.

O histórico recente e o embate jurídico

O retrospecto clínico de Bolsonaro tem sido de idas e vindas hospitalares. No início de 2026, uma queda com impacto craniano já havia levado o ex-presidente à unidade de saúde para exames de imagem. Meses antes, em dezembro de 2025, o foco foi o tratamento de uma hérnia e crises de soluços persistentes.

Naquela janela, o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou uma tentativa da defesa de converter sua pena em regime domiciliar, decisão que os advogados tentam agora reverter com base no novo diagnóstico pulmonar.

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Vale lembrar que o histórico de fragilidade física do ex-chefe do Executivo remonta ao atentado a faca sofrido em 2018. Somente em 2025, ele enfrentou um longo período de internação em maio e uma cirurgia complexa de 12 horas em abril — a sexta desde o episódio em Juiz de Fora — evidenciando que as sequelas do atentado ainda ditam o ritmo de sua recuperação.

Radiografia Clínica: as patologias relatadas

De acordo com os laudos médicos que sustentam os pedidos da defesa, Bolsonaro lida com um conjunto de doenças crônicas, muitas delas interligadas às complicações gástricas pós-operatórias:

  • Infecção Pulmonar: broncopneumonia bacteriana (com indícios de aspiração de líquido estomacal).
  • Comprometimento Vascular: aterosclerose sistêmica e quadros de hipertensão.
  • Distúrbios do Sono e Gástricos: apneia obstrutiva grave, refluxo gastroesofágico e esofagite.
  • Episódios Dermatológicos e Outros: quadros recorrentes de erisipela, queratose actínica e soluços incoercíveis.
  • Trauma Recente: consequências de um traumatismo craniano leve sofrido em janeiro.

Articulação Política e Pedido Humanitário

A gravidade do quadro tem sido ressaltada pelos filhos do ex-presidente. Carlos Bolsonaro (PL) destacou em suas redes que os laudos comprovam “riscos concretos à vida” do pai. Na porta do hospital, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou que a estratégia jurídica agora aguarda o fechamento de um laudo conclusivo para acionar o Artigo 117 da Lei de Execução Penal.

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O objetivo é obter a prisão domiciliar humanitária, um recurso jurídico reservado para detentos em estado de “extrema debilidade” ou com doenças graves que o sistema prisional não consegue tratar adequadamente. Para os advogados, a atual infecção pulmonar, somada às sequelas crônicas, é o argumento definitivo para a concessão do benefício.