Veja quem assume o comando de São Bernardo após operação da PF

Prefeito Marcelo Lima (Podemos) é alvo de operação da PF que investiga corrupção e lavagem de dinheiro e foi afastado

Prefeito é alvo de operação da Polícia Federal

Prefeito é alvo de operação da Polícia Federal | Zeca Ribeiro/Camara dos Deputados

A vice-prefeita de São Bernardo do Campo, Jessica Cormick, assumiu a Prefeitura nesta quinta-feira (14/8) após o prefeito Marcelo Lima (Podemos) ser afastado por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Ele é alvo da Operação Estafeta, da Polícia Federal, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro na administração pública.

A decisão de afastamento imediato do chefe do Executivo foi expedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Marcelo é o principal suspeito da operação e precisará usar tornozeleira eletrônica, além de cumprir uma série de medidas administrativas.

Esse dispositivo será colocado na capital paulista. A PF solicitou a prisão do prefeito, mas a Justiça negou.

Vice-prefeita assume a PrefeituraVice-prefeita de São Bernardo do Campo, Jessica Cormick, assume prefeitura de SBC

Alvos da investigação

Os agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva, 20 mandados de busca e apreensão e medidas de quebra de sigilos bancário e fiscal, nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema, todas no estado de São Paulo.

Danilo Lima, presidente da Câmara e primo do prefeito, e o vereador Ari de Oliveira também são alvos da operação.

Os agentes acreditam que o servidor público Paulo Iran, que era auxiliar legislativo da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), seja o mediador do esquema de corrupção. Há ligações dele com o prefeito e indícios de pagamento de propina em contratos com empresas na área de obras, saúde e manutenção. 

Análises feitas pela PF no celular de Paulo Iran indicam que ele pagava contas do prefeito, da mulher e da filha. Há um mandado de prisão decretado contra ele, que está foragido.

As investigações começaram no mês passado, a partir da apreensão de R$ 14 milhões em espécie (entre reais e dólares norte-americanos) com um servidor público suspeito de integrar uma organização criminosa.

Os investigados responderão, na medida de suas condutas, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa.