O Brasil se prepara para iniciar uma nova fase no enfrentamento da dengue.
A Butantan-DV, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de 2025 e pode começar a ser aplicada pelo SUS já em 2026.
Esta é a primeira vacina do mundo contra dengue que protege com apenas uma dose.
Pensando nisso, a Gazeta reuniu sete pontos essenciais, explicados de forma clara para que você entenda o impacto dessa nova ferramenta de saúde pública.
O que você precisa saber
- A vacina é segura e já tem aval da Anvisa
A Butantan-DV foi aprovada para pessoas de 12 a 59 anos, após análise rigorosa de todos os estudos clínicos.
Essa liberação só ocorre quando a agência considera o imunizante seguro e eficaz para uso na população.
- Tem alta proteção, principalmente contra casos graves
Nos estudos com mais de 16 mil voluntários, a vacina demonstrou cerca de 75% de eficácia contra dengue sintomática e mais de 90% de proteção contra formas graves, além de 100% de eficácia contra hospitalizações.
Na prática, isso significa menos internações e menos risco de complicações.
- É a primeira vacina do mundo que funciona com uma única dose
Diferente de outras vacinas que precisam de duas aplicações, a Butantan-DV protege com apenas uma dose. Isso facilita a adesão da população e deve agilizar campanhas de vacinação.
- Chegará ao SUS a partir de 2026
O Ministério da Saúde prevê que a vacina comece a ser oferecida na rede pública entre 2026 e 2027, começando por regiões com maior circulação do vírus.
O governo estima produzir 60 milhões de doses por ano.
- Quem já teve dengue também deve se vacinar
Pessoas que já tiveram dengue mostraram proteção ainda maior nos estudos, com quase 90% de eficácia nesse grupo, ou seja, ter tido dengue não exclui a necessidade da vacina.
- A vacina é tetravalente e protege contra os quatro sorotipos
A fórmula foi criada para proteger contra os quatro tipos do vírus da dengue.
Nos estudos, circularam principalmente os sorotipos 1 e 2, mas a vacina também inclui proteção contra 3 e 4.
- Mesmo com a vacina, os cuidados continuam
A imunização reduz o risco, mas não elimina totalmente a chance de infecção. Por isso, combater criadouros do Aedes aegypti e procurar atendimento ao primeiro sintoma continuam sendo medidas essenciais.
