Brasil chega a quase 150 casos de mpox em 2026; veja estados com mais registros

São Paulo concentra 93 das notificações; balanço nacional aponta 140 casos confirmados e 9 prováveis

A erupção na pele pode ser o primeiro sinal: entenda os sintomas da mpox, a evolução das lesões e cuidados para evitar transmissão.

Erupção na pele pode ser o primeiro sinal: entenda os sintomas da mpox, a evolução das lesões e cuidados para evitar transmissão. | Reprodução/Instituto Todos pela Saúde

Os casos de mpox no Brasil continuam subindo. Segundo dados atualizados do Painel da doença, obtidos por meio do site do Ministério da Saúde nesta terça-feira (10/3), os registros no País chegaram a 149 — sendo 140 confirmados e 9 prováveis.

A distribuição dos casos se concentra principalmente no estado de São Paulo, que detém 93 do total registrado.

O restante da divisão por federação encontra-se da seguinte maneira: Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11), Roraima (11), Santa Catarina (3), Rio Grande do Sul (3), Rio Grande do Norte (3), Paraná (2), Amazonas (1), Ceará (1), Pará (1), Distrito Federal (1) e Sergipe (1).

Se somados, esses números apresentam um aumento de quase 60% em relação ao relatado pela reportagem da Gazeta no dia 24 de fevereiro de 2026 — saltando de 88 para os atuais 140 casos confirmados.

Mpox gráfico gazetaspInfográfico detalha a distribuição geográfica dos casos de Mpox no Brasil – Infográfico/Gazeta de S. Paulo

Infográfico acima detalha a distribuição geográfica dos casos de Mpox no Brasil – Infográfico/Gazeta de S. Paulo

Entenda a Doença

Pertencente à mesma família da varíola, a Mpox tem como principal via de contágio o contato direto com as feridas, bolhas ou secreções respiratórias de quem está infectado.

Além disso, a transmissão pode ocorrer de forma indireta. O compartilhamento de objetos que tiveram contato recente com fluidos corporais ou material das lesões também representa um risco para a propagação do vírus.

Risco de Epidemia

Mesmo com a maior exposição do assunto nos veículos de comunicação e a curva ascendente de casos no início de 2026, não há motivo para pânico.

Segundo especialista consultado pela Gazeta, o monitoramento preventivo é indispensável, mas a estrutura atual indica que o Brasil não corre risco de enfrentar uma epidemia.

Vacina

As vacinas utilizadas atualmente contra a mpox não foram desenvolvidas originalmente para a doença

A proteção ocorre por um mecanismo chamado reatividade cruzada, quando o sistema imunológico aprende a reconhecer vírus semelhantes.

Atualmente, a principal vacina utilizada no País é a MVA-BN, comercializada como Jynneos ou Imvanex — nomes diferentes para o mesmo produto em diferentes regiões.

O imunizante é composto por uma versão enfraquecida de um vírus da família Orthopoxvirus, incapaz de causar a doença, mas suficiente para estimular resposta imunológica.

Esse esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de cerca de 28 dias. Estudos indicam eficácia de aproximadamente 85% na prevenção da infecção, além de reduzir a gravidade dos casos.