Carnaval: campeã mundial de jiu-jitsu dá dicas para mulheres se protegerem de assédios

Defesa pessoal se torna uma ferramenta essencial para curtir o Carnaval com mais segurança

Para muitas mulheres, saber se proteger vai além de evitar locais perigosos

Para muitas mulheres, saber se proteger vai além de evitar locais perigosos | wayhomestudio/Freepik

Com a chegada do Carnaval, um dos períodos mais populares e movimentados do ano, cresce também a preocupação com a segurança das mulheres, especialmente diante de relatos recorrentes de assédio, agressões físicas e situações de risco em blocos e festas de rua.

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Para muitas mulheres, saber se proteger vai além de evitar locais perigosos. Significa estar preparada para reconhecer ameaças, posicionar-se de forma estratégica e, se necessário, reagir de maneira eficiente para escapar de um ataque.

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O Carnaval de Rua em São Paulo em 2026, inclusive, fechou um acordo recorde de patrocinador, com valor milionário e expectativa de alto público.

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É o que defende Carina Santi, atleta, empreendedora, faixa-preta e campeã mundial de jiu-jítsu, além de fundadora da Almeida JJ Women & Kids Premium, academia especializada no universo feminino.

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“O jiu-jítsu não é sobre brigar, é sobre ocupar espaços com consciência, reconhecer perigos e saber sair de situações de risco quando necessário”, afirma Carina.

Como ferramenta de defesa pessoal, o jiu-jítsu se destaca por preparar mulheres para situações que realmente acontecem fora do tatame.

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Dicas de proteção

Agarrões por trás, tentativas de imobilização e quedas ao chão são cenários muito mais comuns do que uma luta esportiva convencional.

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A modalidade prioriza técnica, posicionamento e estratégia, o que possibilita que mulheres menores e mais leves consigam se defender de agressores fisicamente maiores.

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Durante o Carnaval, algumas atitudes simples podem fazer diferença na prevenção de situações de risco. Manter a consciência situacional é fundamental, observando o ambiente ao redor, pessoas se aproximando de forma suspeita, amigos que se afastam e a presença de caminhos isolados.

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Evitar distrações excessivas, como o uso constante do celular em meio à multidão, também ajuda a perceber comportamentos inadequados com antecedência.

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Voz poderosa

Outra orientação importante é usar a voz como ferramenta de defesa. Diante de atitudes invasivas ou desconfortáveis, falar alto, chamar atenção e pedir ajuda costuma ser suficiente para afastar um possível agressor.

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O posicionamento corporal também conta. Manter distância de quem demonstra comportamento invasivo, dar passos para trás e buscar locais mais iluminados e movimentados são atitudes que aumentam a segurança.

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Caso ocorra uma tentativa de contato físico, como um agarrão, técnicas básicas de jiu-jítsu, como quebrar empunhaduras, criar espaço com movimentos de quadril e se afastar rapidamente, podem garantir tempo suficiente para buscar ajuda ou sair do local com segurança.

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Mitos sobre a proteção

Um dos maiores mitos sobre defesa pessoal é a ideia de que ela exige força física. O jiu-jítsu mostra justamente o contrário, já que sua base está na inteligência corporal, no uso de alavancas, controle e posicionamento, e não na força bruta. Isso permite que mulheres de diferentes idades, biotipos e níveis de condicionamento aprendam a se proteger de forma eficaz.

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Segundo Carina, os benefícios do jiu-jítsu vão além da proteção física. Mulheres que treinam se tornam mais confiantes, desenvolvem maior consciência do próprio corpo, aprendem a impor limites, confiam mais na própria intuição e ganham equilíbrio emocional para lidar com situações de pressão. Esse crescimento se reflete diretamente na forma como circulam em festas, multidões e no dia a dia.

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Para a atleta, aprender defesa pessoal é um passo importante para a autonomia feminina. Não se trata de buscar confronto, mas de entrar e sair de ambientes com segurança e confiança. “Defesa pessoal não é violência, é liberdade. É ocupar o mundo com consciência, não com medo”, conclui Carina Santi.