Quando o assunto é melhorar a concentração e o estado de alerta, o café costuma ser a escolha imediata. Mas ele não é o único com esse efeito.
Originário da China e da Índia, o chá verde também contém cafeína e ajuda a manter o cérebro mais ativo. Além disso, favorece a memória, o foco e a capacidade de retenção.
O chá verde é feito de folhas da planta Camellia sinensis e, embora tenha um gosto amargo, é bastante popular. Ele possui cafeína, mas também é rico em antioxidantes, aminoácidos, vitaminas B, C e E, além de minerais como cálcio, magnésio, potássio e zinco.
O segredo está na união
Uma pesquisa publicada em 2017 na revista científica Phytomedicine aponta que os benefícios do chá verde para a mente não vêm de um único composto.
Os ganhos para a cognição surgem da interação entre a cafeína e a L-teanina. Quando isoladas, essas substâncias têm um efeito mais limitado.
A L-teanina é um aminoácido presente em plantas como o chá verde e o chá branco. Ela tem ação no aumento do foco, melhora a atenção, ajuda no sono de qualidade e protege o cérebro contra danos causados por radicais livres.
É bom, mas cuidado
Um estudo japonês com mais de 40 mil adultos mostrou que aqueles que consumiam cinco ou mais xícaras de chá verde por dia tiveram menor risco de mortalidade ao longo de 11 anos. Por isso, o hábito parece estar ligado à maior expectativa de vida.
Mesmo assim, o consumo de chás deve ser feito com responsabilidade, de preferência com orientação. A cafeína pode provocar insônia, principalmente se ingerida à noite, causar dores de cabeça em pessoas sensíveis e elevar a pressão arterial.
Beber chá verde em excesso também pode causar diarreia, especialmente em jejum. Por conter taninos, ele pode aumentar a acidez do estômago, provocando náuseas, desconfortos abdominais e dificultando a absorção de ferro no organismo.




