Casais que passam décadas juntos e falecem com pouco tempo de diferença costumam viralizar na internet. Em outros casos, o fim de um relacionamento duradouro pode provocar uma dor tão profunda que o sentimento de morte parece real. Mas será que é possível morrer de amor?
Em entrevista para a revista Claudia, o cardiologista Júlio Prestes afirma que sim, é possível morrer de amor.
Essa condição é conhecida como síndrome de Takotsubo, ou síndrome do coração partido – como é conhecida popularmente. O quadro, em alguns casos, pode levar à morte quando o abalo emocional é extremo.
O que é a síndrome do coração partido?
A síndrome de Takotsubo é uma disfunção temporária, porém perigosa, do músculo cardíaco. Ela acontece após um estresse emocional ou físico extremo, como a perda de um familiar, uma separação, uma cirurgia de alta complexidade, um acidente ou até em alguns casos uma crise de asma.
Nesses momentos, o organismo libera uma carga tão grande de adrenalina que pode afetar diretamente o funcionamento do coração, explica o Júlio Prestes. Em alguns casos a síndrome pode causar arritmias cardíacas, e em casos mais graves, pode levar a pessoa a óbito.
Sintomas da síndrome de coração partido
Os sinais podem se assemelhar aos de um infarto, por exemplo. Os sintomas mais comuns são:
- Dor súbita no peito;
- Falta de ar;
- Palpitações;
- Sudorese;
- Náuseas;
- Perda de consciência
Quando procurar ajuda?
Ao identificar os sintomas informados, a indicação é procurar um médico. Apenas com exames laboratoriais e cardiológicos é possível fazer um diagnóstico e iniciar o tratamento.
O diagnóstico precoce permite que haja um tratamento adequado e eficiente, evitando que a síndrome avançe para um quadro mais grave.
Mesmo que nem todas as mortes após eventos traumáticos estejam ligadas à síndrome de Takotsubo, a ciência confirma que a dor de amor pode, sim, ter consequências fatais.
