Nomofobia: você conhece a fobia que atinge milhões e está no vocabulário oficial?

Nova palavra reconhecida no português descreve um medo moderno que muita gente sente, mas nem sabe que tem

Entenda o significado da palavra "nomofobia" que está ganhando destaque no mundo.

Entenda o significado da palavra "nomofobia" que está ganhando destaque no mundo. | Reprodução IA

Muitos não o conhecem, nem fazem ideia de que essa palavra realmente existe. Mas ela está em alta devido a diversos casos que enfrentamos em todos os lugares. Sim, estamos falando da nomofobia.

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Essa palavra foi recentemente incorporada ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) pela Academia Brasileira de Letras (ABL). O termo reflete uma realidade contemporânea, onde a dependência tecnológica se tornou parte do cotidiano.

Alguns especialistas acreditam que a inclusão de novos vocábulos no idioma surge como uma necessidade de nomear fenômenos que estamos enfrentando no dia a dia e que impactam as nossas vidas.

O que significa nomofobia?

A palavra nomofobia tem origem na expressão inglesa “no mobile phone phobia” usada para descrever a dependência do uso do celular. Com a ausência do smartphone na vida do indivíduo, sintomas como ansiedade ou insônia podem se apresentar.

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O problema afeta mais pré-adolescentes e adolescentes, já que usam mais o celular e as redes sociais. Para este tipo de fobia, infelizmente, ainda não existe um diagnóstico oficial.

Por se tratar de uma fobia, nem sempre é possível identificar a causa que leva as pessoas a sentir ansiedade por estar longe do celular.

Em alguns casos, esses sentimentos são justificados com o medo de não conseguir saber o que está acontecendo no mundo ou de necessitar de assistência médica e não ter como pedir ajuda.

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Sintomas de nomofobia

Veja, a seguir, os principais sintomas da nomofobia:

  • Ansiedade quando se fica muito tempo sem usar o celular;
  • Necessidade de fazer várias pausas no trabalho para utilizar o celular;
  • Nunca desligar o celular, mesmo para dormir;
  • Acordar no meio da noite para verificar mensagens;
  • Carregar frequentemente o celular para garantir que se tem sempre bateria;
  • Ficar muito chateado quando se esquece o celular em casa;
  • Verificar o telefone frequentemente para ver se tem notificações;
  • Ansiedade quando está em um ambiente sem sinal de internet;
  • Levar o carregador de telefone para todos os lugares por medo da bateria acabar;
  • Receber reclamações de que está sempre olhando o celular.

Além disso, outros sintomas físicos, como dependência, aumento do batimento cardíaco, sensação de transpiração excessiva, agitação e respiração rápida, podem ser associados tanto a ansiedade quanto aos sinais de nomofobia.

Como evitar a dependência

Segundo informações do site Tua Saúde, os melhores caminhos para enfrentar este tipo de fobia são:

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  • Ter vários momentos durante o dia em que não se está com o celular;
  • Dar preferência para conversas frente a frente;
  • Diminuir progressivamente o uso do celular;
  • Não utilizar o celular nos primeiros 30 minutos após acordar e nos últimos 30 minutos antes de dormir;
  • Não usar o celular durante as refeições ou quando estiver conversando pessoalmente com outras pessoas;
  • Colocar o celular para carregar numa superfície longe da cama;
  • Desligar o celular durante a noite.

Além disso, é recomendado silenciar as notificações e definir horários e tempo de uso do celular.

Quando já existe algum grau de dependência, pode ser necessário consultar um psicólogo para iniciar terapia, que pode incluir vários tipos de técnicas para tentar lidar com a ansiedade gerada pela falta do celular, como ioga, meditação guiada ou visualização positiva.