O primeiro caso de sarampo do estado de São Paulo deste ano foi registrado na manhã desta quarta-feira (11/3), na capital.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a paciente é uma criança de seis meses, do sexo feminino, sem histórico de vacinação e com registro de deslocamento para a Bolívia em janeiro deste ano.
A confirmação foi notificada à pasta em fevereiro e atestada por meio de exames laboratoriais neste mês, sendo comunicada ao Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo.
Monitoramento e risco de importação
Segundo a secretaria estadual, o caso é tratado como importado, já que há registro de viagem internacional recente. A pasta informou que acompanha a situação e realiza o rastreamento de possíveis contatos da paciente.
As autoridades de saúde também reforçaram que o sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por vias respiratórias, e que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção.
O alerta ocorre em meio ao risco de reintrodução da doença no país, especialmente em períodos de maior circulação internacional de pessoas.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo destacou que a temporada de cruzeiros marítimos com escalas no litoral paulista aumenta o fluxo de turistas estrangeiros, o que pode elevar o risco de novos casos importados.
Quem deve se vacinar
A vacinação contra o sarampo integra o calendário nacional de imunização e é indicada para diferentes faixas etárias.
Para crianças, a primeira dose da vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — deve ser aplicada aos 12 meses de idade. Já a segunda dose, por meio da vacina tetra viral, é indicada aos 15 meses.
Pessoas entre 5 e 29 anos precisam receber duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações. Quem comprovar duas doses da tríplice viral é considerado imunizado.
Já adultos de 30 a 59 anos devem receber ao menos uma dose da vacina, caso não tenham comprovação de imunização anterior.
Campanha de vacinação no Estado
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a ação começa na capital e em locais com grande circulação de pessoas, com foco na ampliação da cobertura vacinal.
No caso do sarampo, a prioridade será imunizar adolescentes e adultos que não foram vacinados ou que possuem esquema incompleto.
Já a vacinação contra febre amarela é voltada para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de moradores ou pessoas que frequentam regiões com registro de transmissão da doença.
No ano passado, o Brasil registrou ao menos 22 casos importados da Bolívia até agosto.
