Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, vai muito além do Centro Histórico e das praias mais conhecidas. Entre montanhas cobertas pela Mata Atlântica, pequenas enseadas e comunidades caiçaras, o município guarda refúgios que exigem planejamento para chegar.
Algumas dessas praias ficam no Saco do Mamanguá, braço de mar cercado por montanhas, enquanto outras estão na Península da Juatinga, região de acesso difícil que preserva paisagens pouco alteradas.
1. Praia das Galhetas
Entre Ponta Negra e a Praia do Sono, a Praia das Galhetas reúne grandes pedras, vegetação densa e uma pequena enseada afastada dos roteiros tradicionais. O local não tem estrutura turística e tem um acesso difícil, e o isolamento ajuda a manter o ambiente preservado.
A região também tem uma cachoeira nas proximidades. Para chegar, o visitante pode combinar transporte de barco ou percorrer trechos exigentes da travessia costeira.
2. Cairuçu das Pedras
A praia de Cairuçu das Pedras fica em uma área de relevo acidentado, com paredões rochosos e Mata Atlântica bem preservada, sendo quase um refúgio isolado da Península da Juatinga. O acesso ocorre pelo mar ou por percursos difíceis em meio à vegetação.
A região abriga comunidades caiçaras e mantém características naturais que contrastam com destinos de turismo mais intenso. Por isso, a visita exige atenção às condições de acesso e respeito aos moradores.
3. Praia de Caieiras do Mamanguá
A Praia de Caieiras, no Saco do Mamanguá, oferece uma paisagem cercada por montanhas e vegetação tropical com muita natureza bem preservada. O local integra uma região conhecida pelas pequenas praias, comunidades tradicionais e águas abrigadas.
O acesso por embarcação permite observar o contraste entre o verde da Mata Atlântica e as águas do braço de mar. O passeio também pode ser combinado com outras paradas do Mamanguá.
4. Praia do Buraco
Também no Saco do Mamanguá, a Praia do Buraco é uma opção para quem deseja fugir das praias mais movimentadas. A faixa de areia é pequena e fica cercada pela vegetação e por formações rochosas em uma pequena enseada cercada por árvores e pedras.
O principal acesso é pelo mar, normalmente em passeios que percorrem diferentes pontos do Mamanguá. Como a estrutura é limitada, vale organizar o transporte e levar água e alimentos.
5. Praia de Martim de Sá
A Praia de Martim de Sá está entre os destinos mais remotos de Paraty. Sem acesso rodoviário, ela recebe visitantes que chegam de barco ou encaram trilhas exigentes pela Península da Juatinga.
A praia tem mar aberto, ondas que atraem surfistas e uma comunidade caiçara que recebe viajantes sendo um destino selvagem com ondas e camping comunitário, mas a infraestrutura é limitada e o sinal de celular costuma ser inexistente.
6. Praia do Crepúsculo
No Saco do Mamanguá, a Praia do Crepúsculo ganhou fama por sua ligação com o filme A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1, de 2011. A região serviu de cenário para cenas associadas à lua de mel dos protagonistas.
O lugar também é conhecido pelo mar tranquilo e pela paisagem de montanhas cobertas pela Mata Atlântica. O acesso é feito principalmente por barco, embora existam trilhas na região.
7. Praia da Sumaca
A Praia da Sumaca fica na costa da Península da Juatinga e oferece uma experiência mais selvagem, longe da estrutura dos destinos turísticos tradicionais.
É possível chegar de barco ou por trilhas que partem de comunidades próximas, como Pouso da Cajaíba e Martim de Sá. Como a praia fica exposta ao mar aberto, as condições de navegação precisam ser verificadas antes da visita.
8. Praia do Sono
Apesar de ser mais conhecida do que as outras praias da lista, a Praia do Sono mantém uma atmosfera diferente dos destinos urbanos. A faixa de areia tem aproximadamente um quilômetro e abriga uma comunidade caiçara, campings e pequenas opções de hospedagem e alimentação.
O visitante pode chegar de barco ou percorrer uma trilha de cerca de três quilômetros a partir da região de Laranjeiras. A praia também funciona como ponto de partida para caminhadas em direção a Antigos, Antiguinhos e Ponta Negra.
Como visitar as praias menos exploradas de Paraty?
Antes de partir, é importante considerar que nem todas as praias têm quiosques, banheiros ou sinal de celular. Algumas exigem trilhas longas, enquanto outras dependem de embarcações e condições favoráveis do mar.
O ideal é combinar os deslocamentos com barqueiros ou condutores locais, levar água, alimentos e proteção solar e recolher todo o lixo produzido durante o passeio.
Esses cuidados ajudam a preservar as paisagens e respeitar as comunidades caiçaras que vivem na região. Assim, Paraty revela um lado menos conhecido de seu litoral, onde a aventura faz parte da experiência.
Como chegar saindo da capital paulista
Saindo da capital paulista, o caminho mais comum até Paraty é pela rodovia Presidente Dutra (BR-116), com acesso à rodovia Rio-Santos (BR-101) na região de São José dos Campos ou Taubaté, conforme a rota escolhida.
A viagem de carro leva cerca de quatro a cinco horas, dependendo do trânsito. Para chegar às praias mais isoladas, como Martim de Sá e Cairuçu das Pedras, é necessário organizar o acesso por barco ou trilha a partir de Paraty.
















