Brasil vive ano histórico no turismo com faturamento recorde de R$ 185 bilhões

Dados são de levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)

Quase todos os segmentos analisados apresentaram desempenho positivo

Quase todos os segmentos analisados apresentaram desempenho positivo | Youtube/Reprodução

O turismo brasileiro faturou R$ 185 bilhões entre janeiro e outubro de 2025 e alcançou o maior valor já registrado pelo setor.

Os dados são de levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a entidade, o resultado consolida um ano histórico para o turismo nacional e confirma uma sequência de crescimento contínuo, especialmente na arrecadação. Em relação ao mesmo período de 2024, o avanço foi de 6,4%. Este é o maior faturamento desde o início da série histórica, em 2011.

Desempenho das áreas

Quase todos os segmentos analisados apresentaram desempenho positivo. O transporte aéreo de passageiros liderou em volume de receita, com faturamento de R$ 48 bilhões e crescimento de 10,2% na comparação anual. Só Viracopos, em Campinas (SP), recebeu mais de meio milhão de visitantes apenas nas festas de fim de ano.

O setor de alimentação também registrou alta, alcançando R$ 28,3 bilhões no acumulado de dez meses, aumento de 6,2%.

Este é o maior crescimento percentual, no entanto, foi observado no segmento de alojamento, que faturou R$ 22,6 bilhões entre janeiro e outubro, uma expansão de 11,2% em relação ao mesmo intervalo de 2024.

O mês de outubro de 2025, isoladamente, também marcou um recorde histórico, com faturamento de R$ 19,4 bilhões, uma alta de 6,5% na comparação com outubro do ano anterior.

Resultado foi o terceiro melhor da série histórica mensal, atrás apenas de janeiro, que somou R$ 21,2 bilhões, e de julho, com faturamento de R$ 197 bilhões.

Regionalmente, os maiores crescimentos no acumulado do ano foram registrados no Rio Grande do Sul (13,5%), Amazonas (11,1%) e Bahia (9,6%).