Cidade histórica que abrigou a realeza do Brasil ainda atrai visitantes com palácios imperiais

Fundada por ordem de Dom Pedro II, a cidade na serra preserva construções do período imperial e mantém viva uma parte importante da história do País

Antigo refúgio da família real brasileira, o destino tem clima ameno e arquitetura histórica que encantam visitantes ao longo do ano

Antigo refúgio da família real brasileira, o destino tem clima ameno e arquitetura histórica que encantam visitantes ao longo do ano | Wilfredor/Wikimedia Commons

Localizada na serra do estado do Rio de JaneiroPetrópolis tem um ritmo diferente das grandes capitais. Ruas arborizadas, construções antigas e clima mais fresco criam um ambiente que convida a caminhar sem pressa.

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Conhecida como “Cidade imperial”, ela é famosa pela ligação com a história do Brasil.

Ao longo dos anos, tornou-se destino de quem busca conhecer o passado do País e aproveitar as temperaturas mais agradáveis do interior.

‘Cidade imperial’

Segundo a Prefeitura, a história de Petrópolis está ligada ao imperador Dom Pedro II, que buscava um lugar mais fresco para passar temporadas longe do calor da capital.

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O clima ameno da serra e a paisagem tranquila fizeram então com que a região fosse escolhida como refúgio da família imperial.

Em 1843, o imperador assinou o decreto que deu início à criação da cidade e à construção de sua residência de verão, hoje conhecida como Museu Imperial.

A partir desse momento, nobres, diplomatas e comerciantes passaram a frequentar o local, o que impulsionou o crescimento urbano e a construção de monumentos que podem ser vistos até hoje pela cidade.

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Pontos turísticos de Petrópolis

Museu Imperial, em Petrópolis, no interior do Rio de Janeiro (Foto: Wilfredor/Wikimedia Commons)

Quem visita a cidade encontra construções históricas e paisagens naturais.

O principal atrativo é o Museu Imperial, antiga residência da monarquia. O prédio guarda objetos, móveis e documentos históricos, que podem ser admirados de pertinho.

Outro ponto bastante visitado é a Catedral de São Pedro de Alcântara, onde estão sepultados membros da família imperial, como  D. Pedro II, Imperatriz Teresa Cristina, Princesa Isabel e o Conde d’Eu. 

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Já o Palácio de Cristal chama atenção pela estrutura de ferro e vidro inspirada em construções europeias do século 19.

Enquanto isso, o Palácio Quitandinha, construído nos anos 1940 para ser o maior hotel-cassino da América do Sul, destaca-se pela arquitetura cenográfica e decoração inspirada em Hollywood.

Além dos monumentos históricos, a cidade oferece áreas verdes no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

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Com mais de 200 km de extensão, atrai visitantes interessados em natureza, caminhadas e vivências na Mata Atlântica.

Como chegar na cidade

Quem sai da cidade do Rio de Janeiro percorre cerca de 65 km até Petrópolis. O acesso principal é feito pela Rodovia Washington Luís (BR 040), considerada a ligação mais rápida entre a capital e a região serrana.

Já quem parte da São Paulo enfrenta uma viagem mais longa, com aproximadamente 450 km.

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O trajeto costuma seguir pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116) e a Presidente João Goulart (BR 135) até a região metropolitana do Rio, onde o motorista acessa a BR 040 em direção à serra.

Essas orientações constam no canal oficial de turismo do município, que detalha o trajeto a partir de outras capitais.

Clima da cidade em cada estação do ano

Palácio de Cristal, em Petrópolis, no interior do Rio de Janeiro (Foto: Wilfredor/Wikimedia Commons)

Se você quer aproveitar a cidade mais amena, como fazia Dom Pedro, vale ir no inverno.

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Nessa época, as temperaturas mínimas podem chegar perto de 14ºC, o que cria um ambiente típico de serra e favorece passeios ao ar livre e programas gastronômicos.

Já se prefere dias mais quentes, o verão é o período com temperaturas máximas próximas de 29ºC, porém é quando ocorrem volumes maiores de chuva ao longo do mês.

No outono e na primavera, o clima costuma ser equilibrado. As temperaturas ficam em uma faixa intermediária e as chuvas aparecem com menor intensidade, o que favorece visitas a museus, parques e pontos históricos sem grandes variações ao longo do dia.