O templo Guinsa, na província de Chungcheong do Norte, na Coreia do Sul, reúne mais de 50 edifícios nas encostas da serra de Sobaek e pode receber até 5 mil pessoas ao mesmo tempo. Sede da ordem budista Cheontae, que administra 140 templos no país, fica em Danyang e tem entrada gratuita.
Por que o templo Guinsa impressiona tanto?
A história começou de forma simples, com a fundação em 1945. Em 1966, o templo foi reconstruído em concreto, e novas construções foram sendo acrescentadas. Hoje, a área construída soma 15.014 m².
O destaque é o salão principal de 5 andares, concluído em 29 de abril de 1980 e frequentemente citado como o maior da Coreia do Sul. Ao lado, uma pedra com inscrições resume os principais ensinamentos da ordem.
A estrutura também surpreende na logística: a cozinha do complexo tem capacidade para preparar refeições para cerca de 10 mil pessoas.
A dimensão espiritual do templo Guinsa
Mais do que um atrativo turístico, o Guinsa é o centro de uma ordem budista viva. Como sede da Cheontae, ele reúne fiéis que vão ao local para rezar, estudar e seguir uma rotina de prática religiosa.
O dia começa antes do sol, com a oração do amanhecer, um dos momentos mais marcantes do templestay. Nesse horário, o vale ainda está frio e silencioso, e o ritual ajuda o visitante a desacelerar antes de qualquer passeio.
Perto do salão principal, uma pedra com inscrições reúne ensinamentos centrais da ordem. Segundo o Ardent News, é comum ver visitantes parando ali para ler, mesmo quando não conhecem a doutrina.
A programação inclui ainda o chá compartilhado e a meditação, práticas voltadas a acalmar a mente. Não é preciso ser budista: as atividades são abertas a quem quer experimentar uma pausa fora do ritmo das cidades.
Vale lembrar que o Guinsa é, acima de tudo, um local de culto ativo. Falar baixo, vestir-se de forma discreta e respeitar as áreas de oração faz parte da visita e ajuda a preservar o clima que atrai tanta gente.
O que fazer no templo Guinsa?
O local oferece o templestay, programa de vivência budista, em dois formatos: de um dia ou com pernoite. A rotina inclui oração ao amanhecer, aprendizado da etiqueta do templo, caminhada pela serra, chá, meditação e visita ao museu budista Cheontae.
Quem escolhe dormir no local vê o templo em outro clima: silêncio à noite e ar frio de madrugada.
Quanto custa visitar o templo Guinsa?
A entrada é gratuita, e o templo fica aberto todos os dias do ano. O que se paga é o estacionamento, segundo os valores de setembro: 3.000 wons para carros, ou R$ 11,35; 1.500 para veículos compactos e de pessoas com deficiência, 4.000 para ônibus médios e 5.000 para ônibus grandes.
O complexo tem banheiros adaptados. No ano passado, cerca de 300 mil pessoas visitaram o local, entre fiéis e turistas.
Vale a pena incluir no roteiro?
Para quem gosta de cultura, natureza e experiências fora do circuito comum, o Guinsa reúne tudo isso em um só lugar. Tem acesso livre, escala rara e uma proposta que vai do turismo à contemplação.






