Parque brasileiro 14 vezes maior que Paris abriga cachoeiras com mais de 200 metros

Área de 1.520 km² no interior da Bahia supera países e possui algumas das maiores quedas d'água do Brasil

Com trilhas longas, mirantes e biodiversidade única, destino exige planejamento e vários dias de visitação

Com trilhas longas, mirantes e biodiversidade única, destino exige planejamento e vários dias de visitação | Reprodução YouTube

O Parque Nacional da Chapada Diamantina possui cerca de 1.520 km², o equivalente a 152 mil hectares. A dimensão chama atenção quando comparada à cidade de Paris, que tem aproximadamente 105 km².

Para ter uma noção, o parque é mais de 14 vezes maior que a capital francesa, além de superar em tamanho paises inteiros como Bahrein (765 km²) e Singapura (734 km²).

A área protegida se espalha por municípios como Lençóis, Palmeiras, Andaraí, Mucugê e Ibicoara, no interior da Bahia. 

Quedas d’água entre as maiores do Brasil

Entre os principais atrativos do parque estão as cachoeiras com alturas que ultrapassam 200 metros. A mais famosa é a Cachoeira da Fumaça, que possui cerca de 380 metros de altura.

O nome vem de um efeito visual curioso. Em dias de vento forte, a água não chega ao chão de forma contínua e se dispersa no ar, formando uma névoa que lembra fumaça.

Outra queda impressionante é o Cachoeirão, no Vale do Pati, com cerca de 270 metros. Já a Cachoeira Encantada atinge aproximadamente 230 metros.

Trilhas, mirantes e diversidade natural

Parque Nacional da Chapada Diamantina é tão grande que possui três biomas diferentes (Foto: MariaMBosetti/Wikimedia Commons)

O parque é conhecido pelas trilhas de longa duração. O Vale do Pati, por exemplo, pode levar de três a cinco dias de caminhada, passando por montanhas, rios e áreas isoladas.

Outro ponto bastante visitado é o Morro do Pai Inácio, com cerca de 1.150 metros de altitude e vista panorâmica da região.

A biodiversidade também chama atenção. A área é tão grande que possui três biomas diferentes: a Caatinga, o Cerrado e Mata Atlântica, o que favorece a presença de espécies raras.

Entre elas está o beija-flor-gravatinha-vermelha, encontrado apenas na região, além do mocó, um pequeno mamífero típico de áreas rochosas.

Regras de visitação



Cachoeiras e rios cristalinos oferecem paradas estratégicas para descanso durante os dias de caminhada intensa. Foto: Wikimedia CommonsConheça a logistica para conhecer o Parque Nacional da Chapada Diamantina (Foto: AndréOlmos/Wikimedia Commons)

A melhor época para visitar esse e outros parques nacionais é na temporada de montanha, que vai de abril a outubro, quando o clima é mais seco e as trilhas ficam em melhores condições.

A entrada no parque é gratuita, conforme o ICMBio. No entanto, algumas atrações no entorno, como mirantes e cachoeiras em áreas privadas, cobram taxas que variam de R$ 15 a R$ 70.

Em vários roteiros, a presença de guia é recomendada ou obrigatória, principalmente em trilhas longas e regiões mais isoladas.

Como chegar no parque

O acesso principal costuma ser pela cidade de Lençóis, que fica a cerca de 430 km de Salvador. A partir dali, os deslocamentos são feitos por estrada e, em muitos casos, por trilhas.

A dimensão do parque exige planejamento. Em poucos dias, é possível visitar apenas uma parte da área, o que explica por que muitos viajantes retornam para explorar novos caminhos.