Um novo endereço quer transformar a relação entre visitantes e gatos em uma experiência que mistura história, tecnologia e interação. O Museu do Gato abriu as portas com salas imersivas, realidade virtual e até um espaço dedicado às vibrações do ronronado.
Instalado no quarto andar de um edifício, o local é apresentado como a primeira experiência imersiva e sensorial do mundo dedicada ao universo felino.
A ideia é levar o público para diferentes momentos da história dos gatos e, em alguns trechos, fazer com que o visitante experimente o ambiente pela perspectiva de um felino.
Três espaços diferentes
O percurso começa em Génesis Felina, uma área dedicada à evolução dos gatos. Dioramas animados e videomapping ajudam a contar como esses animais se aproximaram dos seres humanos até se tornarem animais de companhia.
Depois, a experiência muda de proposta. Em Instinto Puro, o visitante é convidado a deixar de lado a visão humana e observar o mundo a partir de uma perspectiva felina.
Nesse espaço há um jogo de arcade relacionado às feromonas, uma experiência de realidade virtual e o Domo del Ronroneo. Na realidade virtual, é possível percorrer a cidade como se fosse um gato. A atividade também aborda os riscos enfrentados pelos felinos domésticos quando circulam em ambientes externos.
A terceira área, chamada Conexión, é voltada à interação e às fotografias. O espaço reúne cenários imersivos, murais interativos e uma figura gigante de Sissi, a gata que funciona como personagem-guia da experiência.
Também existe um mural virtual em que o visitante pode deixar a marca do próprio gato, ampliando a participação para além do passeio pelo museu.
Ideia levou anos
O projeto foi criado pelos jornalistas Esther Garcilita e Marco Sotomayor, que já desenvolviam iniciativas relacionadas aos gatos. Entre elas está La Gatería, empreendimento que começou como loja em 2012 e depois se tornou um cat café.
A proposta de criar o museu foi amadurecendo ao longo de mais de uma década. O plano inicial previa uma estrutura maior, com nove salas, mas a primeira etapa acabou concentrada em três espaços para se adaptar ao endereço escolhido.
Além de apresentar os felinos de maneira diferente, a iniciativa também pretende questionar preconceitos sobre os gatos e incentivar uma convivência responsável com esses animais.
Parte da visita ajuda causa animal
O projeto também tem uma frente social. Parte dos ingressos e das doações é destinada, em parceria com El Templo de los Deseos, à compra de uma unidade móvel de esterilização para cães e gatos em situação vulnerável.
Segundo os responsáveis pelo espaço, a iniciativa busca contribuir para a prevenção do abandono e da reprodução descontrolada de animais em situação de rua.
Fotografias e vídeos com celular são permitidos, mas o museu não autoriza câmeras profissionais, tripés ou flash. O ingresso é feito online, com horário previamente selecionado.
Como visitar o Museu do Gato
O Museo del Gato fica na Av. Paseo de la Reforma 87, na Cidade do México. Sobre horários e acesso: de segunda a sexta o funcionamento é das 11h às 21h, e aos sábados das 10h às 21h, e a entrada é feita em grupos de até 60 pessoas por hora, para tornar a visita mais personalizada. Por isso, é recomendável comprar o ingresso com antecedência. Um ponto de atenção: o museu funcionará apenas por um ano, então vale não deixar a visita para depois.






