Fiscalização em escolas de SP encontra alimentos vencidos e bebedouros quebrados

No primeiro dia de operação, foram fiscalizadas mais de 199 escolas e mais de 170 municípios

Entrada Emef Professor João de Lima Paiva

Entrada Emef Professor João de Lima Paiva | Divulgação/TCM-SP

O Tribunal de Contas de São Paulo realiza nesta semana uma fiscalização em escolas públicas de todo o Estado. Já foram identificados alimentos vencidos, bebedouros quebrados e brinquedos enferrujados em diversas instituições de ensino.

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Em São Paulo serão fiscalizadas 233 escolas estaduais e municipais pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) entre esta segunda-feira (24) até quarta-feira (26).

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No primeiro dia de operação, foram fiscalizadas mais de 199 escolas e mais de 170 municípios.

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Capital paulista

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Na Capital, a fiscalização é feita pelo Tribunal de Contas do Município nesta terça (25) em 36 escolas municipais, sendo 20 na Zona Leste, sete na Zona Oeste, sete na Zona Sul e dois na Zona Norte.

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A operação busca identificar irregularidades estruturais e de segurança nas unidades de ensino. Nas visitas, serão checados 193 itens, entre eles, a situação de refeitórios, bibliotecas, salas de aula e quadras esportivas.

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Além disso, técnicos irão analisar também aspectos ligados à segurança, prevenção de incêndios e higiene e limpeza dos estabelecimentos de ensino.

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Tribunais de contas fiscalizam mais de mil escolas públicas em todo o Brasil e avaliam a segurança e outras condições das salas de aula

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Alimento vencido, bebedouro quebrado e brinquedos enferrujados

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Em São Paulo, maior cidade do País, alunos de uma escola estadual não podem contar com o bebedouro nem com a quadra de esportes.

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Alimento vencido e brinquedos enferrujados são a realidade de um centro de educação infantil em Pacaembu, no interior paulista.

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No município paulista de Garça, o extintor de incêndio de um colégio de ensino fundamental está vencido há mais de seis anos, e quem resolve ler um livro convive com o mofo na biblioteca.

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Problemas também atingem a Grande SP

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Em Itapecerica da Serra, tem escola sem água no banheiro. Em Mairinque, com muro esburacado. Em Votuporanga, teto caindo.

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Os registros são do primeiro dia da operação nas escolas estaduais de São Paulo, que começou nesta segunda-feira (24).

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Um relatório nacional e outro por estados e municípios devem ser divulgados pelo TCE-SP até esta quinta-feira (27), com as informações resultantes das averiguações presenciais em todo Brasil ao longos dos três dias da operação.

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A Operação

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A “Operação Educação”, acontece a nível nacional e é uma iniciativa do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que conta com a participação de outros cinco órgãos ligados à educação.

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De forma inédita, em todo o País, técnicos de 32 Tribunais de Contas visitam, simultaneamente, 1.088 escolas municipais e estaduais ao longo de três dias.

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A seleção das unidades de ensino foi feita com base nos indicativos de situações críticas relacionadas à infraestrutura que constam no Censo Escolar 2022, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

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Os dados levantados pelos agentes são concentrados em uma sala virtual sediada pelo TCE-SP, criador da metodologia da fiscalização e do sistema informatizado.

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Com esse programa, a operação pode ser acompanhada, em tempo real, por meio de fotos e vídeos enviados pelos auditores em campo.