A fiscalização no trânsito brasileiro tem passado por transformações e uma delas é a implementação de radares inteligentes baseados na tecnologia de efeito Doppler, já denominados como ‘radar pega malandro’.
Capazes de registrar múltiplas infrações, esses dispositivos prometem reforçar a segurança viária em diversas regiões do País.
Diferentemente dos radares convencionais, que dependem de sensores no solo, a nova tecnologia usa ondas eletromagnéticas para medir a velocidade dos veículos a grandes distâncias.
Dessa forma, condutores que tentam driblar o sistema ao reduzir a velocidade apenas na presença do radar podem ser facilmente identificados e punidos.
Como funciona
Os novos radares operam emitindo ondas que refletem nos veículos em movimento. Com base nesses sinais refletidos, é possível calcular a velocidade de um carro a até 100 metros antes e 50 metros depois do ponto onde o radar está posicionado.
Essa funcionalidade garante um monitoramento mais amplo, o que impede que motoristas escapem da fiscalização ao reduzir a velocidade apenas momentaneamente.
Infrações detectadas pelos radares
Além de medir a velocidade, os radares inteligentes conseguem identificar uma série de infrações de trânsito.
Entre as principais irregularidades registradas estão:
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Uso de celular ao volante;
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Não utilização do cinto de segurança;
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Avanço de sinal vermelho;
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Conversões proibidas;
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Parada sobre faixa de pedestres;
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Trânsito em faixas exclusivas;
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Excesso de passageiros;
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Circulação na contramão.
Expansão da tecnologia no país
Atualmente, os radares de efeito Doppler já estão em operação em 24 estados brasileiros, com forte presença em rodovias de São Paulo, como a Irineu Penteado (SP-191) e a Washington Luís (SP-310).
A expectativa é que os motoristas fiquem mais atentos e consequentemente a segurança no trânsito aumente e diminua o número de acidentes.
Entre as infrações mais graves flagradas pelos novos radares está o uso de celular ao volante, que resulta em multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Com o avanço dessa tecnologia, a tendência é que a fiscalização se torne mais eficiente, promovendo um trânsito mais seguro para todos.
