A ex-deputada federal Carla Zambelli teve a extradição para o Brasil autorizada pela Justiça da Itália.
Nesta ocasião, a decisão ocorre após a condenação por porte ilegal de arma, em um episódio registrado em 2022, quando a então parlamentar perseguiu, armada, um homem pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo.
As imagens da ex-deputada correndo com uma pistola em punho ganharam repercussão nacional e levaram à abertura de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), que posteriormente a condenou a mais de cinco anos de prisão. Ainda cabe recurso contra a decisão da Justiça italiana.
Invasão de sistemas do CNJ
Além desse processo, Zambelli também responde a outro caso envolvendo a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no qual já houve autorização prévia para extradição por parte das autoridades italianas. A defesa, no entanto, recorreu da decisão, e o pedido ainda aguarda análise.
Segundo as investigações, a ex-deputada teria atuado em conjunto com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um suposto mandado de prisão contra um ministro do STF.
Zambelli deixou o Brasil após as condenações e é considerada foragida da Justiça brasileira. Atualmente, ela permanece presa em Roma, onde aguarda os desdobramentos do processo.
Trâmite e decisão final
Apesar das decisões judiciais favoráveis à extradição, a palavra final cabe ao governo italiano. O Ministério da Justiça do país ainda precisa avaliar o caso antes de autorizar, de fato, o envio da ex-deputada ao Brasil.
Brasil e Itália mantêm um acordo de cooperação que prevê a entrega de pessoas procuradas pela Justiça, tanto para julgamento quanto para cumprimento de pena.
A ex-deputada está presa desde 2025 em uma unidade prisional nos arredores da capital italiana, em regime de segurança que considera o risco de fuga apontado pelas autoridades locais.
