Os dois adolescentes, investigados pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, retornaram ao Brasil após uma viagem de intercâmbio para os Estados Unidos, segundo a coluna da Fábia Oliveira.
A Polícia Civil de Santa Catarina afirmou que a viagem foi planejada há cerca de um ano e não tem relação com as investigações em andamento.
Ambos embarcaram de volta nesta quarta-feira (28/1) e chegaram em solo brasileiro na manhã desta quinta-feira (29/1), antes do término previsto da viagem. Ao todo, quatro jovens são suspeitos de envolvimento no caso.
O crime ocorreu no início de janeiro, na Praia Brava, e ganhou grande repercussão após a divulgação de imagens e relatos de maus-tratos. O animal não resistiu aos ferimentos e morreu durante atendimento veterinário.
Outras suspeitas e familiares indiciados
Além da morte de Orelha, os adolescentes também são investigados por uma tentativa de afogamento de outro cachorro, que conseguiu escapar. Segundo a Delegacia de Proteção Animal, há imagens e depoimentos de testemunhas que indicam que o animal foi arremessado ao mar em uma ocasião diferente. O cão foi adotado posteriormente pelo próprio delegado-geral.
No desdobramento do caso, três familiares dos adolescentes foram indiciados por coação no curso do processo.
A Polícia Civil reforçou que, por se tratar de adolescentes, é proibida a divulgação de nomes ou imagens dos investigados e que eventuais punições seguirão o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
