MP denuncia Deolane Bezerra por suposta lavagem de dinheiro para o PCC

Caso segue em tramitação na Justiça, e os denunciados terão a oportunidade de apresentar defesa ao longo do processo

Deolane Bezerra

Presa preventivamente desde maio, ela permanece detida no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista, no interior paulista/Reprodução/Instagram

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público de São Paulo nesta quarta-feira (10/6), no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa, Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Presa preventivamente desde maio, ela permanece detida no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista, no interior paulista.

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Presidente Prudente, e inclui outros investigados apontados como integrantes ou pessoas ligadas à estrutura financeira da facção criminosa.

Ministério Público aponta movimentação de recursos ligados ao PCC

Segundo a denúncia, familiares e pessoas de confiança de líderes da organização criminosa seriam responsáveis por administrar e distribuir recursos obtidos de forma ilícita por meio de uma empresa do setor de transportes.

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De acordo com os promotores, parte desses valores teria sido direcionada para contas ligadas a Deolane Bezerra, além de outros investigados, entre eles Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marco Willian Herbas Camacho, apontado como uma das principais lideranças do PCC.

O Ministério Público sustenta que relatórios de inteligência financeira, além de quebras de sigilo bancário e fiscal, indicam a suposta ocultação da origem dos recursos e sua inserção na economia formal com aparência de legalidade.

Além de Deolane, foram denunciados:

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  • Marco Willian Herbas Camacho;
  • Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior;
  • Everton de Souza;
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
  • Paloma Sanches Herbas Camacho.

Justiça rejeita pedido de transferência e prisão domiciliar

A defesa da influenciadora solicitou sua transferência para uma Sala de Estado-Maior, benefício previsto para advogados presos, ou a conversão da prisão preventiva em domiciliar.

No entanto, o pedido foi negado pelo juiz responsável pelo caso. A decisão considerou que Deolane está em local considerado adequado para sua permanência e destacou que a existência de uma filha menor de 12 anos, por si só, não justifica a concessão da prisão domiciliar.

Os advogados da influenciadora alegaram que inspeções realizadas pela OAB apontaram problemas estruturais na unidade prisional, incluindo questões relacionadas à ventilação, alimentação, higiene e condições de atendimento aos presos.

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A investigação integra a Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da facção criminosa e pessoas próximas a seus líderes. O caso segue em tramitação na Justiça, e os denunciados terão a oportunidade de apresentar defesa ao longo do processo.