A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público de São Paulo nesta quarta-feira (10/6), no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa, Primeiro Comando da Capital (PCC).
Presa preventivamente desde maio, ela permanece detida no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista, no interior paulista.
A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Presidente Prudente, e inclui outros investigados apontados como integrantes ou pessoas ligadas à estrutura financeira da facção criminosa.
Ministério Público aponta movimentação de recursos ligados ao PCC
Segundo a denúncia, familiares e pessoas de confiança de líderes da organização criminosa seriam responsáveis por administrar e distribuir recursos obtidos de forma ilícita por meio de uma empresa do setor de transportes.
De acordo com os promotores, parte desses valores teria sido direcionada para contas ligadas a Deolane Bezerra, além de outros investigados, entre eles Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marco Willian Herbas Camacho, apontado como uma das principais lideranças do PCC.
O Ministério Público sustenta que relatórios de inteligência financeira, além de quebras de sigilo bancário e fiscal, indicam a suposta ocultação da origem dos recursos e sua inserção na economia formal com aparência de legalidade.
Além de Deolane, foram denunciados:
- Marco Willian Herbas Camacho;
- Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior;
- Everton de Souza;
- Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
- Paloma Sanches Herbas Camacho.
Justiça rejeita pedido de transferência e prisão domiciliar
A defesa da influenciadora solicitou sua transferência para uma Sala de Estado-Maior, benefício previsto para advogados presos, ou a conversão da prisão preventiva em domiciliar.
No entanto, o pedido foi negado pelo juiz responsável pelo caso. A decisão considerou que Deolane está em local considerado adequado para sua permanência e destacou que a existência de uma filha menor de 12 anos, por si só, não justifica a concessão da prisão domiciliar.
Os advogados da influenciadora alegaram que inspeções realizadas pela OAB apontaram problemas estruturais na unidade prisional, incluindo questões relacionadas à ventilação, alimentação, higiene e condições de atendimento aos presos.
A investigação integra a Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes da facção criminosa e pessoas próximas a seus líderes. O caso segue em tramitação na Justiça, e os denunciados terão a oportunidade de apresentar defesa ao longo do processo.
