Conheça a vila de pedra apelidada de ‘Machu Picchu Baiana’ e protegida pelo Iphan

Igatu, distrito de Andaraí na Chapada Diamantina (BA), fica a uma altitude média de aproximadamente 800 metros

Ruas de pedra, ruínas do período do garimpo e paisagens cercadas por montanhas ajudam a explicar o apelido de 'Machu Picchu Baiana'

Ruas de pedra, ruínas do período do garimpo e paisagens cercadas por montanhas ajudam a explicar o apelido de 'Machu Picchu Baiana' (Foto: Marcele/Wikimedia Commons)

Conhecida como “Machu Picchu Baiana”, o pequeno distrito de Igatu pertence ao município de Andaraí e está situado na Chapada Diamantina, cercada por montanhas, rios e formações rochosas na Bahia.

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O local surgiu em meados do século 19 durante o auge do garimpo de diamantes. Na época, chegou a reunir mais de 10 mil habitantes e tornou-se um dos principais centros econômicos da região.

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Com o declínio da mineração, porém, grande parte da população saiu da vila, deixando para trás casas, comércios e estruturas que estão preservadas até hoje.

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O valor histórico e cultural do distrito foi reconhecido oficialmente em 2000, quando o Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico de Igatu foi tombado pelo Iphan.

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Segundo o órgão, o perímetro protegido inclui aproximadamente 200 imóveis e importantes ruínas ligadas à história do garimpo.

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Paisagem lembra a famosa Machu Picchu peruana

O apelido de Machu Picchu Baiana surgiu por características visuais que aproximam Igatu da antiga cidadela peruana.

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Grande parte das construções foi erguida com pedras nativas encaixadas, sem utilização de argamassa, técnica que também foi utilizada em Machu Picchu  e chama atenção dos visitantes.

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Outro elemento que reforça a comparação é a localização. A vila está instalada a quase 800 metros de altitude em uma encosta cercada por paredões rochosos, vales e neblina frequente.

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Além disso, as ruínas espalhadas pelo distrito, muitas delas parcialmente tomadas pela vegetação, criam um cenário que se assemelha a uma cidade fantasma.

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O que visitar na Macchu Picchu brasileira

O principal atrativo de Igatu é o Bairro Luís dos Santos, onde estão concentradas dezenas de antigas construções de pedra abandonadas após o fim do ciclo do diamante.

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Outro ponto bastante visitado é a Galeria Arte & Memória, um museu a céu aberto que possui ferramentas utilizadas por garimpeiros e escravizados. A Igreja de São Sebastião também integra o roteiro.

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Para quem busca contato com a natureza, muitas trilhas levam a rios e cachoeiras da região.

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A proximidade com o Parque Nacional da Chapada Diamantina também amplia as opções de passeios.

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Como chegar na ‘Machu Picchu Baiana’

Igatu fica a cerca de 430 km de Salvador. De carro, a viagem costuma durar entre seis e sete horas. O trajeto começa pela BR-324 em direção a Feira de Santana, segue pela BR-116 e depois pela BR-242 no sentido de Lençóis.

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Em seguida, o motorista deve acessar a BA-142 rumo a Andaraí.

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Após passar pela sede do município, uma estrada de terra e pedras de 7 km levam até Igatu.

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Quem opta pelo transporte rodoviário encontra linhas de ônibus para a Chapada Diamantina, mas o desembarque ocorre na entrada de Andaraí.

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A partir desse ponto, o restante do percurso costuma ser feito por táxi, mototáxi ou com o apoio de guias locais.