O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mudou as regras para a renovação de benefícios, gerando dúvidas em milhões de segurados paulistas. Desde o ano passado, a tradicional ida ao banco para fazer a prova de vida não é mais obrigatória, sendo substituída pelo cruzamento de bases de dados governamentais. No entanto, a ausência de registros biométricos recentes acende um alerta para o risco de suspensão de pagamentos essenciais.
O cruzamento de dados e o risco de bloqueio
A regra atual determina que o próprio INSS deve comprovar que o beneficiário está vivo por meio de ações cotidianas registradas no sistema público. Movimentações no Gov.br, vacinação, votação nas eleições e renovação de CNH ou RG servem como comprovantes automáticos.
O risco surge quando o idoso não possui nenhuma dessas interações digitais ou biométricas registradas ao longo do ano. Nesses casos, o INSS notifica o segurado via aplicativo Meu INSS, SMS ou carta. Se o beneficiário não responder à notificação ou não realizar a atualização indicada em até 60 dias, o pagamento do benefício pode ser temporariamente suspenso.
Como garantir o benefício sem sair de casa
Para evitar dores de cabeça e garantir a continuidade do pagamento, a recomendação é acompanhar a situação pelo aplicativo Meu INSS, em que o segurado pode checar se o status da prova de vida já foi confirmado automaticamente pelo sistema.
Outra forma prática de manter o cadastro ativo é a utilização frequente de serviços públicos que alimentam a base de dados do governo federal, como passar por consultas no Sistema Único de Saúde (SUS) ou comparecer às votações eletrônicas.
Caso o sistema aponte a necessidade de validação, o idoso deve realizar a biometria facial diretamente pelo celular, utilizando a câmera, seguindo rigorosamente as instruções do portal Gov.br.
A automação veio para desburocratizar a vida dos idosos, mas exige atenção redobrada aos canais oficiais de comunicação para que o sustento de milhares de famílias não seja interrompido por preciosismo técnico.





