O governo brasileiro vai enviar uma missão de ajuda humanitária à Venezuela após o terremoto duplo que atingiu o país na quarta-feira (24/6) e deixou ao menos 235 mortos, segundo o Ministério da Saúde venezuelano.
Entre as equipes que embarcam nesta sexta-feira (26/6), às 10h, na Base Aérea de Guarulhos, está um grupo especializado do Corpo de Bombeiros de São Paulo, treinado para operações de busca e resgate em estruturas colapsadas.
A missão integra uma operação internacional coordenada pelo governo federal e reúne profissionais de diferentes estados brasileiros.
A equipe paulista é formada por 10 bombeiros militares, um oficial da Defesa Civil estadual e dois médicos do quadro de saúde da Polícia Militar.
O grupo também leva dois cães especializados em localização de vítimas e uma caminhonete de apoio operacional.
Segundo o governo de São Paulo, o envio inclui cerca de 9 toneladas de equipamentos e materiais utilizados em operações de resgate em áreas de desastre.
A mobilização foi autorizada após pedido da Agência Brasileira de Cooperação Humanitária, em meio ao agravamento da situação no país sul-americano.
A missão brasileira como um todo contará com 44 profissionais, incluindo bombeiros do Paraná e de Minas Gerais, além de representantes da Anatel e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
O grupo será transportado em aeronave das Forças Armadas e deve atuar diretamente nas áreas mais atingidas pelos tremores.
Situação crítica na Venezuela
O terremoto duplo atingiu a região central da Venezuela com magnitudes de 7,2 e 7,5, em sequência e com menos de um minuto de intervalo.
A área mais afetada é o estado de La Guaira, ao norte de Caracas, que foi declarado zona de desastre.
Além das 235 mortes confirmadas, milhares de pessoas ficaram feridas e cerca de 200 continuam desaparecidas sob escombros.
Hospitais estão sobrecarregados e moradores passaram a noite fora de casa, enquanto equipes locais enfrentam dificuldade para remover destroços por falta de equipamentos pesados.
Com o avanço da crise, equipes internacionais começaram a chegar ao país para reforçar as operações de busca e ampliar as chances de encontrar sobreviventes.
