A Suíça transformou a logística europeia ao inaugurar o Túnel de Base de Gotthard, a passagem subterrânea que detém o título de túnel ferroviário mais longo e profundo do planeta.
Com 57 quilômetros de extensão, a estrutura atravessa o coração dos Alpes para ligar as cidades de Erstfeld (norte) e Bodio (sul).
Além disso, este projeto monumental reduziu o tempo de viagem entre Zurique e Milão de quatro horas para apenas duas horas e meia.
A engenharia extrema sob 2.300 metros de rocha do túnel de base de Gotthard
Para concretizar este feito, o governo suíço investiu aproximadamente 12,2 bilhões de francos suíços durante 17 anos de construção.
Nesse período, as equipes enfrentaram condições geológicas severas sob 2.300 metros de rocha, onde o calor natural atingia os 50°C.
Quatro máquinas perfuradoras gigantescas trabalharam simultaneamente para remover 28,2 milhões de toneladas de detritos, resultando em um sistema complexo de dois tubos paralelos e diversas galerias de segurança.
O fim das limitações da rota histórica de 1882
Consequentemente, a nova rota aposentou a dependência da linha histórica de 1882, que serpenteava as montanhas com curvas lentas e subidas íngremes.
Diferente do traçado antigo, o túnel de base oferece uma via plana, o que permite que trens de passageiros atinjam velocidades de até 250 km/h.
Do mesmo modo, a obra ampliou a capacidade de transporte de mercadorias, elevando o fluxo diário para até 260 trens de carga, superando a marca anterior de 180 composições.
Sustentabilidade e o futuro da logística europeia
O impacto desta engenharia vai além da velocidade.
O projeto integra uma política pública suíça que visa transferir o tráfego pesado das rodovias para as ferrovias, combatendo o congestionamento e protegendo o ecossistema alpino.
Dessa forma, o Túnel de Gotthard consolida-se como o pilar central do corredor Reno-Alpes.
O local conecta os portos do Mar do Norte ao norte industrial da Itália.
Atualmente, após reparos realizados em 2024, o túnel opera com capacidade total, reafirmando sua posição como a artéria vital do transporte no continente.






