Júri do caso Gritzbach é adiado para 2027 após anulação e muda cronograma de julgamento dos PMs em Guarulhos e SP

Julgamento de policiais militares acusados de execução no aeroporto de Guarulhos é anulado após crise no plenário e transferido para 2027

O primeiro dia de julgamento do assassinato de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi interrompido depois de uma discussão/Divulgação

Júri dos PMs acusados de matar Gritzbach é anulado após confusão no plenário e novo julgamento é marcado para 2027 /Divulgação

O julgamento dos policiais militares acusados de envolvimento na morte de Antonio Vinícius Lopes Gritzbach foi anulado e remarcado para 2027. O novo júri popular está previsto para ocorrer entre 22 e 26 de fevereiro.

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A decisão ocorreu após uma forte crise no plenário. A defesa deixou a sessão durante uma discussão com o promotor do caso. O juiz então encerrou o julgamento e declarou a nulidade do júri.

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O caso envolve os PMs Dênis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva. Eles são acusados de participação direta no assassinato ocorrido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em novembro de 2024.

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O ataque também matou o motorista Celso Araújo Sampaio de Novais. Outras duas pessoas ficaram feridas. Nenhuma delas era o alvo da ação criminosa.

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Conflito no plenário trava julgamento

A confusão começou quando o promotor questionou um capitão da Polícia Militar sobre um inquérito ligado a supostos atentados contra o advogado Mauro Ribas, que atua na defesa dos réus.

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A defesa reagiu de forma imediata. Os advogados afirmaram que o tema não tinha relação com o processo e acusaram o Ministério Público de extrapolar os limites do julgamento.

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A discussão se intensificou dentro do plenário. O juiz suspendeu a sessão por alguns minutos para tentar conter a tensão.

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Quando o julgamento foi retomado, os advogados abandonaram o plenário. Sem defesa presente, o júri foi interrompido e anulado.

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Réus seguem presos e negam crime

Os três policiais militares continuam presos e negam participação no assassinato. As defesas afirmam que irão comprovar a inocência dos réus ao longo do processo.

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Eles respondem por duplo homicídio doloso e duas tentativas de homicídio.

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A acusação sustenta que os PMs foram identificados por um conjunto de provas técnicas.

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Entre elas estão dados de geolocalização, registros de torres de celular, imagens de câmeras de segurança e vestígios genéticos encontrados no veículo usado na fuga.