O governador João Doria (PSDB) vetou integralmente o projeto de lei de autoria do deputado estadual Emidio de Souza (PT), aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em dezembro do ano passado, que garante passe livre no transporte público a policiais, bombeiros, GCMs, agentes penitenciários e da Fundação Casa, agentes de escolta e vigilância penitenciária, policiais federais e membros das Forças Armadas. “Ele vetou com a desculpa de sempre, que [a proposta] não poderia ser iniciativa de deputado, o que não é verdade”, explicou Emidio. Agora, a Alesp vai julgar se mantém ou derruba o veto do governador. Para o autor do projeto, os profissionais da segurança pública “podem e devem pressionar muito para que isso se torne lei no estado de São Paulo”.
Renda Básica.
Após a aprovação definitiva da extensão por três meses da renda básica emergencial na cidade de São Paulo, o vereador Eduardo Suplicy (PT), autor original da proposta, lamentou o fato de o projeto chegar a menos pessoas do que esperava. “Bruno Covas não considerou contribuições da oposição e que tornariam o projeto mais amplo, acolhendo mais 420 mil pessoas. A prefeitura dispõe dos recursos”, explicou o petista. Conforme o aprovado pela Câmara, a proposta vai beneficiar 1,2 milhão de moradores da Capital.
5G.
A comissão para acompanhar a implantação da tecnologia 5G no Brasil deve ser instaurada no Senado até a próxima terça-feira (2), de acordo com com o senador Major Olimpio (PSL-SP), autor do requerimento. “É um passo fundamental e necessário para a vida dos brasileiros”, afirmou o senador à coluna, além de dizer que o processo não pode ser comprometido com posturas ideológicas, como haver rejeição a tecnologias chinesas. “Estamos num discurso muito bobo com uma coisa muito importante”.
EUA x China.
Ainda em relação à implantação do 5G no País, Major Olimpio afirmou que o Brasil “não pode entrar no discurso só estimulado pelos Estados Unidos”, já que os norte-americanos, segundo o senador, ficaram um pouco para trás nessa tecnologia. “Os Estados Unidos não têm, de fato, a tecnologia para entrar na concorrência, mas só não querem que os chineses entrem”.
Retratação.
Em 2019, o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) quebrou uma obra da exposição “Trajetórias Negras Brasileiras”, na Câmara dos Deputados, de autoria do chargista Latuff, que representava um policial executando um jovem negro. Arrependido, o parlamentar pediu desculpas pelo ato nesta sexta-feira (26). “Me excedi”, afirmou. Ele explicou ter agido “pelo calor da emoção” ao ver uma generalização negativa da atividade policial. “Não podemos rotular uma classe de heróis com base em indivíduos corrompidos”.
‘Gentileza’.
O deputado estadual Fernando Cury (Cidadania), acusado de importunação sexual após colocar a mão na altura do seio da também deputada Isa Penna (PSOL) em dezembro do ano passado, disse em depoimento ao Conselho de Ética da Alesp nesta semana que o ato foi “um gesto de gentileza”. “O abraço que eu dei na deputada Isa Penna foi um gesto de gentileza porque eu iria interromper a conversa que ela estava tendo”, afirmou. O relatório final do caso precisa ser entregue até o dia 10 de março para votação no conselho.
“Vai finalmente abraçar seu amado filhinho”
Márcio França (PSB), sobre o ex-vereador Ota, que morreu nesta semana, aos 64 anos. Ota ganhou notoriedade por criar projetos sociais após o assassinato do filho de 8 anos, em 1997.
