Trump nega estar acobertando sauditas por desaparecimento de jornalista

Na terça (16), Trump havia criticado a imprensa pelo que chamou de pressa em acusar o regime saudita de assassinato Por Folhapress De São Paulo

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17) que não está acobertando a Arábia Saudita pelo caso do desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi. Autoridades turcas dizem que Khashoggi foi morto durante visita ao consulado saudita em Istambul.

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Na terça (16), Trump havia criticado a imprensa pelo que chamou de pressa em acusar o regime saudita de assassinato. Antes, havia dito que “matadores de aluguel” poderiam ser responsáveis pela morte do jornalista.

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Trump afirmou que os EUA requisitaram à Turquia por áudios ou vídeos que autoridades turcas dizem ter e que provam a tortura e o assassinato de Khashoggi, “se eles existirem”.

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Em entrevista à Fox Business Network, Trump falou que não quer se afastar da Arábia Saudita apesar do aumento da pressão internacional em torno do caso.

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“Não quero fazer isso”, afirmou, reiterando que não acredita que líderes sauditas estejam envolvidos no desaparecimento de Khashoggi. “Francamente, eles têm um enorme pedido [de armas] de US$ 110 bilhões.”

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“São 500 mil empregos. É o maior pedido na história de nosso país de um Exército estrangeiro, e vamos a abandoná-lo?”, afirmou.

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“Precisamos da Arábia Saudita para a luta contra o terrorismo, tudo o que acontece no Irã e outros lugares”, acrescentou.

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Nesta quarta, jornais turcos e americanos publicaram detalhes do que teria acontecido com Khashoggi dentro do consulado, com base em áudios feitos no local.

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Segundo esses relatos, o jornalista foi morto minutos após entrar no consulado, dentro do escritório do cônsul-geral, Mohammed al-Otaibi.

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O diplomata saudita pode ser ouvido na gravação, dizendo àqueles supostamente torturando Khashoggi: “Façam isso lá fora, vocês vão me colocar em apuros”.

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A resposta, segundo o relato, foi: “Cale a boca se você quiser continuar vivo quando voltar à Arábia”.

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De acordo com o Middle East Eye, Khashoggi foi então levado para outra sala, onde o especialista forense saudita Salah Muhammad al-Tubaigy teria começado a cortar o corpo em cima de uma mesa com o jornalista ainda vivo.

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Al-Tubaigy teria colocado fones de ouvido para ouvir música enquanto começa o esquartejamento, encorajando outras pessoas a fazer o mesmo.

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De acordo com o The New York Times, dos 15 sauditas identificados pela imprensa turca como parte do grupo que atuou no assassinato do jornalista, 4 são ligados ao príncipe herdeiro.

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Segundo a imprensa turca, Al-Otaibi deixou nesta terça a Turquia em direção a Riad, capital da Arábia Saudita.