Adeus, assaltos de celular: saiba como funciona a película de carro antivandalismo

Material que compõe a película foi descoberto acidentalmente por químico francês em 1903

Veja como a película antivandalismo pode dificultar a ação de criminosos

Veja como a película antivandalismo pode dificultar a ação de criminosos | Freepik

O medo da gangue dos “quebra-vidros” é muito comum em São Paulo. Esses assaltantes se aproveitam do trânsito parado para quebrar os vidros dos veículos e levar aparelhos visíveis, como os que estão no painel com GPS ativado ou nas mãos dos motoristas.

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Para evitar esse problema, a Prefeitura de São Paulo liberou o uso de películas de vidro antivandalismo para os táxis da Capital. Para veículos de passeio, a instalação continua proibida.

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Mas como essas películas funcionam na prática? Confira a seguir.

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Como ela atua

Apesar de não ser à prova de balas como a blindagem tradicional, a película antivandalismo pode resistir a golpes de armas brancas e impedir a quebra dos vidros. 

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Isso porque ela é feita de várias camadas de poliéster e adesivos especiais que se fixam ao vidro, criando uma barreira resistente a impactos.

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Uma curiosidade é que existem diferentes opções no mercado, divididas por níveis de resistência, como PS4, PS8, PS10, PS12 e PS14. Quanto maior a espessura da película, maior será o preço dela.

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Cabe lembrar que a película protetora não torna o vidro à prova de balas, mas dificulta a ação de criminosos, oferece proteção contra objetos arremessados e proporciona mais conforto, pois bloqueia os raios UV.

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A história do material

Em 1903, o químico francês Édouard Bénédictus (1878-1930) descobriu a primeira película de vidro de forma acidental. 

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Ele deixou cair um frasco revestido internamente com nitrato de celulose e percebeu que, embora o vidro tivesse rachado, os estilhaços permaneceram presos à película.

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A partir dessa observação, Bénédictus desenvolveu um tipo de vidro laminado composto por duas lâminas unidas por uma camada plástica, chamado Triplex, cuja patente foi registrada em 1909.

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Décadas depois, nos anos 1930, o material evoluiu com a substituição do celulóide pelo polivinil butiral (PVB), que oferecia mais transparência e durabilidade. 

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Esse modelo se tornou o padrão para vidros de segurança em automóveis e, mais tarde, inspirou as películas antivandalismo usadas atualmente.