Designer brasileiro cria versão moderna do Fiat 147 com interior de luxo

Projeto digital preserva o conceito original de dois volumes e as linhas retas, mas adiciona tecnologia e acabamento interno sofisticado

Modelo é considerado pelos entusiastas como um símbolo de pioneirismo, especialmente por ter sido o primeiro veículo produzido pela Fiat no Brasil

Modelo é considerado pelos entusiastas como um símbolo de pioneirismo, especialmente por ter sido o primeiro veículo produzido pela Fiat no Brasil | Reprodução/Instagram

O Fiat 147, um dos carros mais importantes da indústria automotiva nacional, recebeu uma reimaginação moderna do designer brasileiro Vini Kunen

O modelo é considerado pelos entusiastas como um símbolo de pioneirismo, principalmente por ter sido o primeiro veículo produzido pela Fiat no Brasil.

Além de ser um marco por simbolizar os primeiros “quilômetros rodados” de uma das montadoras mais relevantes dos dias atuais em solo nacional, o carro caiu nas graças da população quando foi lançado.

Conheça o projeto

A nova versão inclui um volante tecnológico com botões para controle do volume de rádio e para atender e encerrar chamadas. O painel também se destaca pelas cores chamativas no velocímetro e pelos botões dos limpadores de para-brisa.

Modelo é considerado pelos entusiastas como um símbolo de pioneirismo, especialmente por ter sido o primeiro veículo produzido pela Fiat no Brasil/Reprodução/Instagram

O interior conta ainda com detalhes em madeira e um monitor multimídia, recurso incorporado frequentemente em modelos mais recentes da própria Fiat e de outras montadoras. Os bancos foram atualizados para um acabamento e costura modernos, passando um aspecto mais confortável.

O compartimento interno inserido entre os assentos do motorista e do passageiro é mais um detalhe chamativo, especialmente pela praticidade para armazenar pequenas cargas. O projeto também inclui porta-copos e espaço para armazenamento nas portas.

Já o exterior mantém a essência do clássico, com proporções compactas, rodas nos cantos e o conceito “Dois Volumes” (cofre do motor curto e inclinado no primeiro e formato que engloba passageiros e termina em uma traseira vertical).

IMAGEM MATÉRIA   2026 04 07T170118.844Modelo é considerado pelos entusiastas como um símbolo de pioneirismo, especialmente por ter sido o primeiro veículo produzido pela Fiat no Brasil/Reprodução/Redes sociais

A versão moderna preservou as linhas retas e os ângulos bem definidos. Essa geometria era uma forma de maximizar o espaço interno e foi um choque em relação aos modelos que adotavam uma proposta similar à do Fiat 147.

Outro ponto que chama atenção é o estepe está no mesmo compartimento que o motor, uma assinatura do carro na época e que focava em garantir mais espaço ao porta-malas. 

Modelo é considerado pelos entusiastas como um símbolo de pioneirismo, especialmente por ter sido o primeiro veículo produzido pela Fiat no BrasilModelo é considerado pelos entusiastas como um símbolo de pioneirismo, especialmente por ter sido o primeiro veículo produzido pela Fiat no Brasil/Reprodução/Redes sociais

Modelo não está à venda

Embora seja tentador pensar em uma releitura moderna de um carro como o Fiat 147, a proposta renovada não é um desenho oficial. Portanto, o modelo não está à venda.

O autor do projeto, inclusive, publica versões similares de outros veículos clássicos com frequência em seu perfil oficial no Instagram. Um dos de maior destaque foi a releitura da Brasília, outro carro icônico do mercado automotivo brasileiro. A página possui mais de 54 mil seguidores. 

Conheça o Fiat 147

Apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de 1976, o carro foi o primeiro produzido na então recém-inaugurada fábrica de Betim, em Minas Gerais. Ele foi inspirado no Fiat 127 italiano, mas passou por adaptações para suportar o asfalto brasileiro.

O Fiat 147 foi pioneiro entre os automóveis movidos a etanol fabricados em série no mundo. O modelo contava com um motor montado transversalmente, com o estepe no mesmo compartimento, como forma de ganhar espaço para o porta-malas.

Em 1978, ele foi eleito “Carro do Ano” pela revista Autoesporte. Seu período de produção durou entre 1976 e 1986, sendo substituído gradualmente pelo Fiat Uno.