Após a destruição da fábrica de Porto Feliz, a Toyota, maior montadora do mundo, começa a sentir o impacto nas concessionárias. Em várias lojas, as unidades dos modelos Corolla e Corolla Cross, que têm produção nacionalizada, estão com estoque baixo ou zerado.
Afetada pela forte chuva da segunda-feira (22/9), a fábrica de Porto Feliz, no interior de São Paulo, era responsável pela produção dos motores dos modelos e teve a produção suspensa após o incidente. Com isso, a maior montadora do mundo deixará de produzir cerca de 25 mil veículos em 2025.
A montadora não deu previsão para o retorno da produção e, por isso, as vendas dos SUVs e do sedã da marca estão suspensas até segunda ordem.
O Autoesporte fez um levantamento em dez redes de concessionárias da Toyota, totalizando 50 lojas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraíba e Piauí, além do Distrito Federal.
Ao serem questionados sobre os estoques, os lojistas afirmaram que, após a liquidação das unidades disponíveis, dois cenários são possíveis:
- Criação de lista de espera, com prazo de até seis meses;
- Suspensão temporária das vendas.
No caso do Corolla sedã, sete dos dez grupos consultados têm estoques limitados do modelo somente na variante XEi. Outras versões, como a híbrida ou as mais completas, estão esgotadas. As unidades restantes devem se esgotar até o fim de semana.
Já o Corolla Cross está praticamente esgotado. Em São Paulo, as lojas Tsusho e McLarty Maia têm o SUV médio apenas com blindagem, com preço na casa dos R$ 330 mil.
A Toyota tem por hábito trabalhar com pouco estoque, reduzindo a pressão por liquidações e mantendo os valores controlados. Contudo, em casos emergenciais, essa estratégia pode gerar escassez dos produtos.
Os modelos Corolla (sedã e Cross) são produzidos em Indaiatuba e Sorocaba, mas as fábricas recebiam peças da unidade de Porto Feliz para a montagem dos veículos.
Lay-off na Toyota
Com os impactos do ocorrido, montadora propôs a suspensão temporária do contrato de trabalho dos funcionários. Após a deliberação no sábado (27/9), os trabalhadores aceitaram a proposta de lay-off.
Com a suspensão do contrato, o trabalhador deixa de prestar serviços e não recebe o salário integral, mas o vínculo empregatício é mantido.
