A KTM do Brasil acaba de inaugurar sua fábrica em Manaus (AM). A unidade já está em operação, com cem empregados entre diretos e indiretos e capacidade instalada de 20 mil motocicletas por ano.
Neste início de operação, a expectativa é montar 3.500 unidades até o final deste ano e seguir escalonando o crescimento em 2027.
A nova fábrica tem 4 mil metros quadrados de área construída, com investimento de R$ 20 milhões em estrutura e equipamentos.
Dedicada exclusivamente às marcas KTM e Husqvarna, a fábrica produzirá dez modelos dos segmentos motocross, enduro e adventure.
A inauguração integra a reorganização das operações da KTM e da Husqvarna no país. No dia 9 de junho deste ano, a Bajaj do Brasil assumiu o controle das operações comerciais e da linha de frente da KTM e da Husqvarna no mercado brasileiro.
A Bajaj Auto International Holdings BV (subsidiária da indiana Bajaj Auto) assumiu o controle acionário majoritário (cerca de 76%) da controladora global KTM AG.
A partir de agora, as áreas que estarão sob gestão da Bajaj são vendas, marketing, desenvolvimento de rede de concessionárias, serviços, pós-venda e distribuição de peças no Brasil das duas marcas.
A KTM iniciou a montagem local de motocicletas em Manaus em 2016, por meio de uma parceria com a Dafra Motos.
Com a nova unidade, que opera em regime CKD (Completely Knocked Down), a fabricante austríaca passa a contar com uma estrutura industrial independente e dedicada exclusivamente as suas duas divisões – de motocicletas de competição (fora-de-estrada e pista) e de turismo de aventura.
Na nova fábrica, são feitos os processos de preparação de kit, montagem de motor e da motocicleta, controle de qualidade, embalagem e expedição.
A operação própria aproxima as estratégias industrial e comercial das marcas no Brasil, com ganho de eficiência operacional, maior disponibilidade de produtos e mais suporte ao crescimento da rede de concessionárias.
“Cada motocicleta produzida em Manaus carrega a promessa da KTM por desempenho, inovação, qualidade e prazer de pilotar. Os processos, os padrões de qualidade e as exigências técnicas aqui são os mesmos da Áustria. Essa conquista é resultado do empenho da equipe brasileira e da parceria próxima com os colegas da Áustria”, afirmou Fabian Steinbacher, vice-presidente de Operações da KTM AG, durante a inauguração da fábrica.
A Bajaj participou ativamente de todos os passos para a implantação da unidade manauara.
“O início bem-sucedido da produção em Manaus mostra o que é possível fazer aqui. E temos planos ambiciosos para o futuro. A unidade foi projetada para crescer junto com o mercado, tanto em capacidade quanto em portfólio de produtos. Estamos fortalecendo também nossa competitividade por meio da geração de valor local, da eficiência de custos e de uma estrutura de produção flexível. Isso cria a base para um crescimento sustentável e abre caminho para um futuro sólido e rentável no Brasil”, explicou Petra Preining, diretor-executivo Financeiro da Bajaj Mobility AG e da KTM AG.
Na linha de motocross, serão produzidas no Amazonas as KTM 250 SX-F e 450 SX-F. No segmento de enduro, o portfólio contempla a 250 EXC-F, a 350 EXC-F 6Days, a 300 EXC e a 300 EXC 6Days, que refletem a tradição da fabricante austríaca em competições.
A Husqvarna integra a operação com a FE 350 e a TE 300 Pro. A produção nacional inclui ainda as novas KTM 390 Adventure R e 390 Adventure X, apresentadas ao mercado brasileiro em agosto e com chegada às concessionárias prevista para este mês, com preços sugeridos de R$ 37.990 e R$ 33.990, respectivamente.
A rede autorizada da KTM conta com 12 endereços no Brasil, com perspectiva de chegar a 30 até 2027. Fundada em 1934, a KTM é um dos orgulhos da indústria austríaca.
Quando o assunto é a fabricante de motocicletas – maior vencedora da história do Rali Dakar, com 21 títulos até a edição deste ano –, vem sempre a curiosidade sobre a origem das famosas três letras juntas de seu nome.
Entenda por que do nome KTM
“KTM” une os sobrenomes dos dois fundadores da empresa e a cidade da marca, sendo o “K” de Ernst Kronreif, primeiro grande investidor e acionista que impulsionou a produção em série da marca na década de 50, o “T” de Johann Trunkenpolz, engenheiro mecânico fundador da oficina original, e o “M” de Mattighofen, cidade natal da KTM e onde as motocicletas começaram a ser fabricadas.
A cronologia não fecha? A explicação para isso vem com a própria história da KTM. Antes de Kronreif entrar na sociedade e a sigla se fixar com o significado atual, o “K” era de “Kraftfahrzeuge” (“veículos motorizados”, em alemão).
Portanto, o desdobramento original da sigla era Kraftfahrzeuge Trunkenpolz Mattighofen. Para felicidade de todos, o sobrenome de Ernst, coincidentemente, também começava com “K”.









