Os carros chineses “invadiram” o mercado brasileiro ao longo dos últimos anos. Os modelos asiáticos se tornaram alternativas atrativas para o consumidor, especialmente pela tecnologia e designs agressivos. Porém, cinco pontos devem ser levados em conta antes da aquisição.
O aumento da presença chinesa e de marcas como BYD e GAC se deve ao processo de reestruturação da cadeia de valor, uma vez que o governo da China subsidiou centros de pesquisa globais para potencializar a eletrificação.
As montadoras asiáticas elevaram a produtividade, o que permitiu à produção oriental superar fases ainda não dominadas pelo Ocidente.
Entretanto, a indústria chinesa não é homogênea, especialmente pela divisão entre empresas estatais e companhias privadas.
Instituições públicas seguem diretrizes geopolíticas e possuem suporte financeiro. Enquanto as privadas funcionam de forma mais agressiva e focada na inovação rápida para superar a concorrência.
O que considerar antes de comprar um carro chinês?
Antes de lançar no mercado, o consumidor deve conferir a tabela FIPE, principal indicador dos preços médios de veículos no Brasil, além do preço real de transação usado.
Já o segundo é o ritmo de nacionalização de autopeças, enquanto o terceiro foca na sinistralidade e nos custos de manutenção e seguro.
O quarto é o tempo de espera por reparos de funilaria nas concessionárias. Por fim, o quinto é o mix de vendas e a expansão das redes autorizadas pelo país.
A análise é de J.R. Caporal, CEO da Auto Avaliar. Segundo o especialista, os carros chineses alcançaram excelência técnica, conectividade e eficiência.
Por outro lado, a compra não deve se basear apenas no preço ou no impacto visual, já que o modelo exige gastos contínuos de logística e proteção.
O recomendado é que motoristas avaliem, especialmente, o risco do pós-venda, incluindo a capilaridade da marca.
Tabela de preços e tecnologia
A tabela de preços de um veículo se constrói de acordo com o uso constante e a liquidez de revenda, exigindo infraestrutura sólida por trás das inovações de software.
Portanto, seguindo esta lógica, os modelos recomendados para os consumidores são aqueles que ganham acesso a tecnologias sofisticadas, preços de entrada menores e grupos de concessionários que diversificam seus portfólios.
