Rival da Mobylette, Monark Monareta também virou febre no Brasil e dominou os anos 1970 e 1980

Monareta MSL 50 disputou mercado com a famosa Mobylette e conquistou uma geração de brasileiros com motor Sachs e visual característico

Monareta MSL 50

Monareta MSL 50 utilizava um motor Sachs alemão de dois tempos, com 49,9 cm³ e cilindro na horizontal/Arquivo Pessoal/Mateus Rezende

Se a Mobylette foi um dos grandes sonhos de consumo de jovens brasileiros nos anos 1970 e 1980, ela não reinou sozinha entre os ciclomotores que conquistaram uma geração.

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A Monark Monareta MSL 50 surgiu justamente para disputar esse mercado e se tornou a principal rival da famosa cinquentinha da Caloi.

A história dessa disputa começou na década de 1970. A Caloi lançou a Mobylette Caloi 50, produzida sob licença da francesa Motobécane e equipada com o motor AV7.

A Monark respondeu com a Monareta MSL 50, que utilizava um motor Sachs alemão de dois tempos, com 49,9 cm³ e cilindro na horizontal.

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Monareta tinha uma diferença importante

Embora as duas tivessem a mesma proposta — oferecer um veículo compacto, econômico e relativamente simples de conduzir —, havia diferenças entre elas.

A Monareta MSL 50 utilizava o motor Sachs, enquanto a primeira Mobylette nacional usava o AV7 da Motobécane. O motor da Monark tinha 49,9 cm³ e dois tempos e também era utilizado em ciclomotores da Motovi.

A disputa ficou ainda mais interessante nos anos seguintes. A Caloi modernizou sua Mobylette com o motor AV10, e a Monark respondeu com a Monareta AV-X. As duas passaram a ter visual e características mecânicas bastante semelhantes.

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Uma das diferenças mais fáceis de perceber estava no tanque de combustível: na Monareta, ele ficava embaixo do banco, enquanto na Mobylette ficava no tubo do quadro, abaixo do guidão. A posição da lanterna traseira também diferenciava os modelos.

A disputa pelas ruas brasileiras

A rivalidade entre Caloi e Monark acompanhou praticamente toda a evolução dos ciclomotores no País.

Depois da MSL 50, a Monark apresentou a AV-X, enquanto a Caloi avançou com a Mobylette AV10. Mais tarde, quando a Caloi lançou a XR 50, em 1986, com visual mais jovem e componentes plásticos, a Monark respondeu com a Monareta S50.

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O sucesso desses veículos estava ligado justamente à combinação de baixo consumo, tamanho reduzido e facilidade de utilização.

Os ciclomotores tinham motores de até 49,9 cm³ e, na época, eram uma alternativa particularmente atraente para quem queria experimentar a sensação de ter um veículo motorizado de duas rodas.

A Monareta chegou, inclusive, a levar vantagem sobre a rival em determinado momento. Segundo o histórico da Motonline, a Monark conseguiu liderar essa disputa com a MSL 50, antes de a Caloi recuperar espaço com as gerações seguintes da Mobylette.

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O fim da era das mobiletes

A rivalidade entre as duas fabricantes atravessou os anos 1980, mas os ciclomotores começaram a perder espaço no mercado no início da década seguinte.

A abertura das importações e a mudança nos hábitos dos consumidores contribuíram para a queda nas vendas. Ao mesmo tempo, novos tipos de bicicletas começaram a chamar a atenção do público, especialmente entre os mais jovens.

Monark e Caloi acabaram encerrando a trajetória de seus tradicionais ciclomotores, colocando fim a uma das disputas mais curiosas da história das duas rodas no Brasil.

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Hoje, a Monareta MSL 50 sobrevive principalmente na memória de quem viveu aquela época e entre colecionadores de veículos antigos.

Se a Mobylette ficou conhecida como um dos grandes símbolos da mobilidade juvenil dos anos 1970 e 1980, sua rival da Monark também deixou sua marca — e ajuda a explicar por que aquelas pequenas “mobiletes” se transformaram em uma verdadeira febre no Brasil.

Agora, a Mobylette volta aos holofotes com um novo modelo elétrico anunciado pela Caloi, enquanto a concorrência também pode investir para acompanhar a retomada ao cotidiano brasileiro.