“Só vacilão compra!”: 5 carros para passar longe, segundo especialista

Descubra a lista de carros que podem se tornar uma dor de cabeça, segundo mecânico, e fuja dos aborrecimentos

Proteja seu bolso e evite prejuízos: conheça os veículos que o consultor automotivo desaconselha.

Proteja seu bolso e evite prejuízos: conheça os veículos que o consultor automotivo desaconselha. | Divulgação

O especialista Marco Nascimento, popular consultor automotivo e mecânico com anos de experiência em usados, preparou uma lista essencial para os seguidores que o acompanham no Youtube. Ele quer que você evite erros na hora de investir seu “precioso dinheirinho” em um veículo que parece bom, mas esconde problemas graves.

Prepare-se para descobrir quais são os “cinco carros que só vacilão compra”, modelos que podem ser tentadores, mas que, segundo sua experiência, prometem “muita dor de cabeça”. Conhecer esses veículos é fundamental para fazer uma escolha inteligente, diz ele.

A lista inclui carros que o próprio consultor já teve experiência de venda ou posse, garantindo uma perspectiva prática e real sobre suas desvantagens. Assim, você terá informações valiosas para tomar a melhor decisão e evitar arrependimentos futuros.

Chery Tiggo 3x: a aposta que não emplaca

O Chery Tiggo 3x 2022 é o primeiro da lista. Apesar de parecer uma versão melhorada do Tiggo 2, ele enfrenta sérios problemas de revenda. O consultor relata ter ficado sete meses com um no estoque, sem encontrar interessados, demonstrando a baixa procura no mercado.

Além da dificuldade de venda, a reposição de peças do Tiggo 3x é “péssima”. Um conhecido do consultor teve seu carro parado por quase quatro meses após um acidente, pois não havia peças de reposição disponíveis, evidenciando a falta de suporte da Kaoa para o modelo.

Marco ressalta que o carro não tem “nada demais” que justifique seu preço de R$ 83.990, muitas vezes acima da tabela Fipe. Portanto, comprar este modelo pode significar um grande prejuízo e longas esperas por manutenção, segundo o especialista.

Hyundai Veloster: o esportivo que não é veloz

O Hyundai Veloster 2013 é outro carro que o consultor desaconselha, gerando até “vergonha alheia”. Apesar do design “muito legal” e características como teto solar panorâmico, seu maior problema reside no nome, “Veloster”, que promete velocidade, mas não entrega.

“Esse carro ele é qualquer coisa menos veloz”, afirma Marco. Ele é considerado manco e pesado para o motor que possui, semelhante ao de um HB20. Além disso, por ser “muito baixo”, o Veloster é ruim para as ruas brasileiras, impactando a usabilidade no dia a dia.

Adicionalmente, o Veloster tem uma “péssima revenda”. O consultor destaca a dificuldade de encontrar alguém que tenha vendido o carro facilmente, já que a maioria dos compradores pesquisa antes. É um carro “beberrão” e uma “verdadeira furada” para quem busca desempenho.

Volkswagen Amarok 2.0: uma “bomba relógio”

Mesmo para fãs da Volkswagen, a Amarok Highline 2.0 4×4 2011 é um problema crônico. Este modelo é conhecido por “estourar correia dentada”, um defeito que persiste até hoje e pode causar um “BO gigante”. Por isso, muitos a apelidam de “Bomb Barque”.

Além do risco mecânico, a Amarok 2.0 é “beberrão” e “manco para caramba”, pois seu motor não dá conta do peso da picape. Marco alerta que os problemas de motor e câmbio “podem te falir” se você adquirir uma. Apenas a versão V6 é recomendada por ele.

Portanto, mesmo que a picape seja “bonita” e o custo de manutenção da Volkswagen seja tido como fácil, essa versão específica representa uma “bomba relógio que pode explodir na sua mão”. É um modelo para “passar longe” e proteger seu investimento.

Jeep Renegade 1.8 flex: o suv de shopping

O Jeep Renegade 1.8 Flex 2019 é um carro que o consultor chegou a ter e se arrependeu. Ele relata uma vergonha ao atolar com o veículo em um local simples, demonstrando que, apesar de ser um Jeep, ele não é um “Jeep raiz”, mas sim um “Jeep de shoping”.

Apesar de ser “o queridinho dos frequentadores de shopping”, o Renegade flex 1.8 é criticado por não ser um SUV para família grande, tendo um porta-malas “menor que de um up”. Além disso, ele é “beberrão”, “manco” e pesado, sem entregar os benefícios esperados de um SUV.

No dia a dia, o consumo elevado e a falta de versatilidade o tornam uma “carroça manca bonita”. A versão 1.8 tem uma “ruinzinha de mercado” na revenda. Mesmo que o carro seja “bonito”, Marco alerta que “quem compra é vacilão” hoje em dia, dada a vasta informação disponível.

Toyota Hilux flex: o picape sem mercado

Para a surpresa de muitos “toyoteiros”, a Toyota Hilux Flex 2014 integra a lista. Apesar de ser um modelo “bonito” e ser uma Hilux, sua versão flex tem uma “revenda zero”. Marco ficou “quase um ano com esse carro aqui e detalhe não vendi”.

A demanda do mercado se concentra “nas versões a diesel”, que oferecem a robustez e durabilidade esperadas de uma Hilux. A versão flex, por outro lado, “não tem o motor diesel sim que é um motor muito mais robusto”, tornando-a menos atraente para compradores informados.

É comum encontrar Hilux Flex sendo vendidas abaixo da Fipe por lojas, o que sinaliza a falta de mercado. Marco afirma que “só gente muito muito desinformada que compra uma Hilux Flex” com alta quilometragem. Ele mesmo quebrou a cara ao tentar vender uma com 245 mil km.