Os veículos eletrificados ganharam espaço no mercado brasileiro ao longo de 2026. Entre janeiro e julho, 325.876 veículos híbridos ou elétricos foram emplacados no país, segundo dados da Fenabrave.
O número representa um crescimento de 123,7% em relação às 145.691 unidades registradas no mesmo período de 2025.
Considerando apenas automóveis e comerciais leves de passeio, foram 307.200 emplacamentos nos sete primeiros meses do ano, alta de 120,8% na comparação anual.
Os números mostram o avanço de diferentes tipos de tecnologia. Enquanto os híbridos ainda concentram a maior parte dos emplacamentos, os elétricos puros apresentam um ritmo maior de crescimento.
Híbridos ainda lideram entre os eletrificados
Entre janeiro e julho, os modelos híbridos somaram 190.965 unidades emplacadas, crescimento de 87,92% em relação ao mesmo período de 2025.
A tecnologia combina um motor a combustão com um ou mais motores elétricos. Dependendo do sistema utilizado, a bateria pode ser recarregada pelo próprio funcionamento do veículo ou também por uma fonte externa.
Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, os híbridos podem representar uma alternativa para consumidores que ainda não querem depender exclusivamente de pontos de recarga.
Em julho, os emplacamentos de híbridos cresceram 9,43% em relação a junho. Na comparação com julho de 2025, a alta foi de 101,14%.
Elétricos crescem em ritmo maior
Os carros totalmente elétricos ainda têm participação menor no mercado, mas apresentam um crescimento mais acelerado.
Nos sete primeiros meses de 2026, foram 116.235 emplacamentos, alta de 209,89% sobre o mesmo período do ano passado.
Em julho, os modelos elétricos tiveram crescimento de 22,04% em relação a junho. Na comparação com julho de 2025, o aumento chegou a 269,58%.
A expansão ocorre em um mercado que também recebeu novos modelos e marcas nos últimos meses, ampliando as opções disponíveis para os consumidores.
Ao mesmo tempo, a infraestrutura de recarga continua sendo um dos pontos considerados pelo setor para a expansão da tecnologia, principalmente para quem utiliza o veículo em trajetos mais longos.
Motos elétricas também avançam
O crescimento dos veículos eletrificados também aparece entre as motocicletas.
De janeiro a julho, foram 17.821 motos eletrificadas emplacadas, alta de 203,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Em julho, os emplacamentos cresceram 4,23% na comparação com junho. Frente a julho do ano passado, o aumento foi de 749,78%.
A tecnologia tem encontrado espaço principalmente em deslocamentos urbanos, nos quais a autonomia necessária costuma ser menor do que em viagens de longa distância.
Ônibus eletrificados ganham espaço
O transporte coletivo também registrou crescimento no número de veículos eletrificados.
Entre janeiro e julho, foram 678 ônibus eletrificados emplacados, contra 471 no mesmo período de 2025. O aumento foi de 43,9%.
A expansão ocorre principalmente em cidades que vêm adotando veículos elétricos nas frotas de transporte público.
Caminhões seguem outro caminho
Entre os veículos pesados, os números são diferentes.
Os caminhões eletrificados tiveram 177 emplacamentos de janeiro a julho de 2026, contra 217 no mesmo período de 2025. A queda foi de 18,4%.
O resultado mostra que a eletrificação avança em ritmos diferentes de acordo com o tipo de veículo e a utilização.
Para caminhões, questões como autonomia, peso das baterias, infraestrutura de recarga e características das operações de transporte podem pesar mais na decisão de compra.
Mercado depende de infraestrutura
O crescimento dos eletrificados também aumenta a necessidade de ampliar a estrutura necessária para atender esses veículos.
A quantidade de pontos de recarga, principalmente os de carregamento rápido, é um dos fatores que podem influenciar a expansão dos modelos elétricos.
Além da infraestrutura, o setor acompanha as regras que envolvem a produção, importação e comercialização desses veículos.
Com mais modelos disponíveis e aumento dos emplacamentos, os eletrificados passaram a ocupar uma parcela maior do mercado brasileiro.
Os próximos anos devem mostrar até que ponto esse crescimento será acompanhado pela expansão da infraestrutura necessária para os veículos.
