SPTrans desiste de sistema que custou R$ 21 milhões

Gestão Covas diz que empresa não cumpriu o prometido e brigará pela devolução dos recursos

Auditoria do TCM apontou que 60% dos cartões envolvendo fraudes eram de modelos ultrapassados

Auditoria do TCM apontou que 60% dos cartões envolvendo fraudes eram de modelos ultrapassados | /THIAGO NEME/GAZETA DE S.PAULO

A Prefeitura de São Paulo informou que não vai mais trocar o sistema que evitaria fraudes no Bilhete Único de transporte público. A promessa da Secretaria Municipal de Transportes (SPTrans) era colocar um novo sistema anti-hackers no primeiro semestre de 2020. Agora, porém, a gestão Bruno Covas (PSDB) desistiu da ideia após já ter pago R$ 21 milhões.

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Segundo o “G1”, a prefeitura diz que a empresa que faria a implantação do software não cumpriu o prometido e que brigará na Justiça pela devolução dos recursos.

“Em função disso, nós congelamos todo o contrato dessa empresa, desde o seu início. Nós estamos cobrando da empresa um ressarcimento de aproximadamente R$ 21 milhões, do serviço que ela não prestou à SPTrans”, disse o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, em entrevista ao “G1”.

A prefeitura encerrou o prazo pra troca dos cartões antigos, sem o nome dos passageiros, em setembro de 2019 pelos novos, personalizados. Desse modo, os cartões sem nome não podem receber cargas superiores a R$ 43.

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Uma auditoria do Tribunal de Contas do Município (TCM) de 2018 apontou que 60% dos cartões envolvendo fraudes eram de modelos considerados ultrapassados e inseguros. Por isso, a administração municipal tem a intenção de tirar de circulação o maior número de cartões antigos, para diminuir as fraudes no sistema.