Doria pode sofrer impeachment caso feche hospital, diz Janaina

De Olho no Poder: os fatos da política de São Paulo na visão do jornalista Bruno Hoffmann

Janaina Paschoal é deputada estadual em São Paulo pelo PSL

Janaina Paschoal é deputada estadual em São Paulo pelo PSL | José Antonio Teixeira/Alesp

A possibilidade do terreno do Hospital Infantil Darcy Vargas, na zona sul de São Paulo, gerido pela Secretaria Estadual da Saúde, ser transferido para a iniciativa privada em troca de outro causou controversa nesta semana. Lideranças políticas se posicionaram contra a eventual medida, como as deputadas estaduais Janaina Paschoal e Leticia Aguiar (ambas do PSL) e a senadora Mara Gabrilli (PSDB), essa última do mesmo partido do governador João Doria. Segundo Janaina, a ideia da gestão estadual seria a de “colocar tudo no chão para entregar o terreno para uma incorporada” e transferir a instituição de saúde do Morumbi para o Jaguaré, na zona oeste da Capital. Segundo ela, a medida pode até causar o impeachment do governador caso seja de fato colocada em prática. “Se Doria for adiante, é muito mais do que crime de responsabilidade”.

Fura-filas.
A Assembleia Legislativa de SP (Alesp) aprovou nesta semana um projeto de lei que estabelece multa de R$ 25 mil a R$ 100 mil para quem furar a fila da vacinação contra a Covid-19. Os autores são os deputados estaduais Heni Ozi Cukier (Novo) e Gilmaci Santos (Republicanos), e o texto agora segue para sanção do governador João Doria. Segundo Cukier, há mais de três mil denúncias contra pessoas vacinadas de forma irregular no Brasil. “No Estado não vamos tolerar esse tipo de aproveitador. Aqui, eles não ficarão impunes”, disse o parlamentar à coluna.

Atualização: Doria sancionou o projeto, de acordo com o Diário Oficial deste sábado (13), apenas dois dias depois de ser aprovado pela Alesp. Em geral, projetos dos deputados estaduais paulistas levam cerca de 15 dias úteis para serem avaliados pelo governador. O tucano vetou dois artigos, que previam perda de mandato e afastamento de cargos públicos.

Morros de Santos.
Nesta sexta-feira (12), a deputada federal Rosana Valle (PSB-SP) participou de uma reunião para articular a instalação de agências de postos dos Correios nos morros da cidade de Santos, no litoral paulista. “Nos 17 morros de Santos não existe agência dos Correios. Precisamos instalar a primeira”, explicou a parlamentar. Mais de 35 mil pessoas vivem nessas regiões do município da Baixada Santista.

Renda básica.
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeira votação por 50 votos favoráveis e nenhum contrário a prorrogação da renda básica emergencial por mais três meses. O projeto ainda precisa passar por segunda discussão, que deve ocorrer em 23 de fevereiro. A proposta aprovado em outubro do ano passado a partir de ideia original do vereador Eduardo Suplicy (PT) garantiu três pagamentos de R$ 100 a cada beneficiário do Bolsa Família e a ambulantes cadastrados pela gestão municipal.

Na estrada.
Os deputados estaduais de São Paulo aprovaram a permissão para que 5,5 mil comerciantes mantenham seus pequenos negócios à beira de estradas. Segundo Sérgio Victor (Novo), um dos autores da proposta, o governo paulista tinha enviado notificações para que comerciantes fechassem seus estabelecimentos por venderem artigos não permitidos, baseado em lei da década de 1970, como pamonhas e refrigerantes. “Essas pessoas estão sofrendo por conta de uma regulação antiga e precisam trabalhar”, explicou o deputado. O projeto seguiu para sanção.

“A luta continua para que não haja impunidade”
Isa Penna (PSOL), após o Conselho de Ética da Alesp aceitar a denúncia de importunação sexual contra Fernando Cury (Cidadania).