Os cinco vereadores paulistanos que mais usaram a verba de gabinete em 2020, ano em que se iniciou a pandemia da Covid-19, foram Aurélio Nomura (PSDB), Gilson Barreto (PSDB), Quito Formiga (PSDB), Noemi Nonato (PL) e Juliana Cardoso (PT). Os três primeiros utilizaram de janeiro a dezembro do ano passado centavo por centavo disponível para cada vereador: R$ 248.512,56, em uma média de R$ 20.709,38 mensais. Já Noemi Nonato pediu o ressarcimento de R$ 248.503,85, enquanto Juliana Cardoso gastou R$ 248.078,80 do que tinha direito, de acordo com ferramentas de transparência da Câmara Municipal de São Paulo. O valor anual disponível da verba para cada vereador, usada para gastos como materiais de escritório e deslocamentos pela cidade, era de R$ 310.612,56, mas foi reduzido em 30% em abril para enviar recursos para o combate à pandemia na Capital.
Não quer Maia.
O líder do PSL no Senado, Major Olimpio, se disse contrário a uma eventual ida de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a legenda. “Maia não agrega em nada às pautas defendidas pelo partido”, disse o senador paulista. Para ele, a mudança do ex-presidente da Câmara dos Deputados seria uma tentativa do governador João Doria (PSDB), aliado de Maia, de cooptar o PSL, para tirar Olimpio da disputa do governo paulista em 2022, além de fortalecer Doria para as eleições presidenciais.
Sangue.
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou o projeto de lei do deputado Danilo Balas (PSL) que oferece a doadores de sangue regulares o direito à meia-entrada em locais públicos de cultura, esporte, e lazer do Estado. O projeto, que agora segue para sanção ou veto de João Doria, assegura também atendimento preferencial em supermercados, bancos e casas lotéricas. O parlamentar disse esperar pela sanção do governador, “principalmente neste período de pandemia em que os estoques dos bancos de sangue estão muito precários”.
Educação.
Outro projeto de lei aprovado pela Alesp e que seguiu para sanção do governador nesta semana garante ao aluno deficiente a prioridade na matrícula em escola pública estadual mais próxima da sua casa. “Nosso objetivo é garantir a todos, sem distinção, o acesso ao conhecimento, além de assegurar o pleno desenvolvimento dos alunos com deficiência”, explicou o deputado Dirceu Dalben (PL), autor do projeto.
Discórdia.
Raquel Marques (Rede), integrante de um mandato coletivo na Alesp que tem Mônica Seixas (PSOL) como titular, foi destituída do posto após publicações suas nas redes sociais sobre a reabertura das escolas. Em uma delas, a codeputada escreve que a esquerda deveria se indignar com o desrespeito às crianças “tanto quanto se revolta com a transfobia”. Mônica disse que o grupo considerou a mensagem transfóbica, além de rivalizar duas pautas importantes. “Eles sabem muito bem que jamais tive esta intenção nas minhas postagens”, explicou Raquel Marques.
“O viés político está sendo aplicado pelo Ministério da Saúde”
João Doria, governador de SP, ao criticar na sexta (5) a desabilitação pelo ministério de 3.258 leitos de UTI exclusivos para a Covid-19 no Estado.
