Vereadores do PSD, Solidariedade e MDB lideram gastos na Câmara de SP

De Olho no Poder: os fatos da política de São Paulo na visão do jornalista Bruno Hoffmann

Sede da Câmara Municipal de São Paulo, no centro da Capital

Sede da Câmara Municipal de São Paulo, no centro da Capital | J?lio Zerbatto/Futura Press/Folhapress

Os três vereadores paulistanos que mais usaram a verba de gabinete em 2021 são Felipe Becari (PSD), Dr. Sidney Cruz (Solidariedade) e George Hato (MDB). Nos meses de janeiro e fevereiro, todos os 55 vereadores da nova legislatura poderiam pedir reembolso de até R$ 54.543,76 (R$ 27.271,88 por mês) de gastos para funcionamento do gabinete, e Becari solicitou R$ 46.068,20 desse valor. Já Cruz usou R$ 43.018,40 da verba, enquanto Hato utilizou R$ 41.710,30. Esses gastos estão dentro da lei e são usados para serviços gráficos, correios, assinaturas de jornais, deslocamentos pela cidade e materiais de escritório, entre outras finalidades. Por outro lado, houve três vereadores que economizaram totalmente a verba: Fernando Holiday (sem partido), Rubinho Nunes (Patriota) e Elaine do Quilombo Periférico (PSOL). As informações são dos canais de transparência da Câmara.

São Vicente

No pior momento da pandemia no Estado, a Câmara Municipal de São Vicente divulgou um edital nesta semana que trata sobre a licitação para a aquisição de mobiliários para a Casa, com cotação estimada em quase R$ 1 milhão. Dentre os móveis solicitados estão sofás, mesas e até cadeiras avaliadas em R$ 5 mil. O deputado estadual Caio França (PSB), com base eleitoral na Baixada Santista, criticou a atitude e sugeriu que a compra fosse cancelada. “O momento é totalmente inapropriado e o foco tem que ser no combate à pandemia do coronavírus”.

Projetos

Os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) já apresentaram pelo menos 60 projetos para o enfrentamento da Covid-19 em 2021, de acordo com a assessoria da Casa. Um deles, de autoria conjunta de parlamentares do PSOL, estabelece a suspensão temporária de atividades não essenciais e cria o Programa de Renda Básica Emergencial. Já Dirceu Dalben (PL) criou uma proposta que autoriza o Poder Executivo a conceder auxílio emergencial aos portadores de sequelas decorrentes da contaminação pelo coronavírus. Esses e os outros projetos estão em tramitação nas comissões.

Novo líder

Com a eleição de Carlão Pignatari (PSDB) para a presidência da Alesp, estava vaga a posição de líder do governo na Casa. Estava. Na quinta-feira (15), o Diário Oficial confirmou a nomeação do deputado Vinicius Camarinha (PSB) para exercer o papel. O novo líder do governo tem base eleitoral na região de Marília. “Foi uma boa escolha do governador. O Camarinha tem sido parceiro do governo. Ele tem experiência e todas as condições para fazer um grande trabalho”, afirmou Cauê Macris, secretário da Casa Civil e ex-presidente da Alesp.

Vacinação

A Câmara de São Paulo prepara um projeto coletivo para definir prioridades da vacinação contra a Covid-19 para as doses que ainda serão comprados pela gestão municipal. Em conversa com a coluna, o vereador Fabio Riva (PSDB), responsável por organizar as sugestões dos colegas, explicou que a prioridade, levando em conta critérios etários e de exposição ao vírus, deve ser dada a servidores municipais, funcionários de empresas que prestam serviços à prefeitura, pessoas com deficiência e comorbidades, trabalhadores do transporte público, taxistas, motoristas de aplicativo e motofretistas. “O critério é pensar na funcionalidade da cidade”, explicou ele.