Donald Trump, em sua campanha presidencial, foi claro em seus discursos que tomaria várias decisões nacionalistas.
No universo dessa política, resolveu tarifar produtos importados visando a uma melhor competitividade da indústria nacional.
Em sua perspectiva, os produtos internos ficariam mais baratos, venderiam mais e melhor. Em efeito imediato, os produtos americanos seriam competitivos no mercado externo e a tal pujança, que tanto deseja seria alcançada.
Nesse prisma, Trump deixaria todos os seus parceiros comerciais e os demais países à sua mercê. A ideia seria boa se estivéssemos no século XX, com os americanos possuindo os melhores parques industriais e os demais países com poucos produtos manufaturados e baixa multiplicidade de oferta.
Hoje o cenário é bem diferente, todas as nações possuem um produto de alta necessidade dos americanos, ou seja, eles não são autossuficientes.
Dessa forma, diante da tarifação, os maiores blocos comerciais reagiram sobretaxando os produtos advindos dos Estados Unidos. Trump tenta mudar a ordem mundial e permanecer o eixo da economia no Atlântico Norte, mas não contava com a reação de quase todos os países.
Caso as premissas de Trump progridam, a sociedade retornará à idade média, pois teremos temor de um senhor feudal que ocupa e explora com taxas altíssimas seus servos. O mercado global vem sofrendo com essas medidas.
E China não ia deixar barato, sobretaxou os produtos americanos. A III Guerra Mundial chegou não com armas e bombas nucleares, mas com as tarifas comerciais.
Com essa política, todos os acordos e tratados confeccionados no pós-Segunda Guerra Mundial estão sendo dissolvidos. Esse desequilíbrio pode afetar gravemente o Brasil.
Embora com um agronegócio fortalecido, houve grande desindustrialização nos últimos anos. O governo brasileiro tenta a reciprocidade, mas é pouco diante da vontade de Trump.
Na ponta da linha fica o consumidor que pode encontrar os produtos nas prateleiras do supermercado mais alta. Carestia não falta em nossa história, mas tudo poderia ser evitado.
