Nos idos de 1985, o conjunto musical Ultraje a Rigor fazia sucesso com uma música que, em determinado trecho, indicava: “Nós vamos invadir sua praia”. Era alusivo ao paulistano que se deslocava ao litoral para o turismo de “um dia”. A letra detinha cerca comicidade. Por outro lado, a temática invadir a praia, longe do sentido expresso, é uma demanda política que pouco se afeiçoa aos governos passados e ao atual, vide que a pasta federal foi tratada como objeto de troca com o Centrão, após a vitória na votação da reforma tributária.
Aparentemente todos comentam o fato de que o Brasil possui grande potencial turístico, mas medidas efetivas são barradas por limitações legais e as propostas estratégicas são retrógradas, e não atendem às novas demandas atuais e internacionais. Os estados do Nordeste poderiam ofertar aos europeus, em seu período de férias de verão, uma grande praça turística. São poucas horas de voo entre Ceará, Pernambuco e os principais hubs europeus. É fundamental que o governo Lula (PT) olhe para o Nordeste como uma fonte de riqueza para o País, não somente como uma área de base eleitoral.
Lembrando que até Bolsonaro (PL) tentou viabilizar algo, com a transposição do Rio São Francisco, mas era apenas gota no deserto de estratégias. Decerto que o período pandêmico foi devastador para o setor, mas há um potencial com extenso limite a ser aproveitado. Além da região praiana, há as belezas da região amazônica, o turismo de negócios na pauliceia, e com o pessoal do agronegócio no Centro-Oeste.
Caso queiram implementar uma forte política nessa área, poderão proporcionar uma grande oferta de emprego e renda. A receita está posta, países europeus sabem colocar o turismo no caldeirão de negócios. Falta o poder político ver, o que realmente tem no tabuleiro da baiana, do gaúcho e do goiano e “vender” um Brasil belo e atrativo.
