“Outsider” é um termo retirado na língua inglesa, que segundo dicionário Oxford significa “uma pessoa não pertence a um certo grupo”. Foi utilizado, largamente, nas eleições municipais paulistanas, com a chegada de João Doria Jr, pois não era político de carreira.
Os jogos políticos possuem suas regras. Hannah Arendt, grande filósofa, cita que tais negócios possuem normas próprias e formas de condução peculiares.
Não se trata, aqui, de questões de ilicitude, mas no que concerne as ligações, aproximações, coligações, além da fidelidade aos partidos.
Tais ditames são bem claros e perseveram há anos. Alguns até citam o termo “velha política”, talvez não seja velha, mas a atual, com seus códigos de conduta centenários.
Distante da ideia de Platão que política teria a destinação de governar para os justos. As equações e relações são cercadas de algumas regras veladas, não escritas e muito menos ostensivas, que se aprende com o passar do tempo.
Nos últimos dias, vários políticos “outsider” , que não entenderam essas normas, foram cancelados ou afastados dos palanques ou holofotes, começando Sergio Moro, juiz da operação lava jato, que foi em busca de promessa partidária e hoje talvez não seja candidato.
Da mesma forma João Dória Jr, que renunciou ao governo do maior estado brasileiro e talvez não consiga ser cabeça de chave em algum partido para a presidência.
Artur do Val, vulgo mamãe falei, que foi eleito pelas redes sociais e derrubado por ela, depois de falas misóginas na fronteira da Ucrânia, sofreu processo de cassação e já renunciou ao mandato.
Nessa mesma esteira chega o deputado carioca, Daniel Silveira que foi moído pelo sistema judicial com uma condenação que poderá leva-lo a inelegibilidade.
O jogo não é claro, se o “outsider” não aprender, levará cartão vermelho.
