Entre a frustração da Copa e as escolhas das urnas

Após a eliminação do Brasil na Copa, coluna reflete sobre como as eleições 2026 serão decisivas para definir os rumos do País

A Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 pela Noruega e amargou sua pior campanha na história dos Mundiais desde 1990/Will Oliver/EFE/EPA/Folhapress

Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega /Will Oliver/EFE/EPA/Folhapress

E quem está com a caneta na mão quase sempre começa na frente.

Continua após a publicidade

O apito final da derrota brasileira para a Noruega por 2 a 1 marcou mais do que a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo. Como acontece em toda grande competição, o País mergulhou em debates sobre desempenho, planejamento, renovação e futuro.

A pergunta que muitos fazem agora é simples: o que precisa mudar para que o Brasil volte a disputar uma Copa do Mundo em condições reais de conquistar o título?

Mas existe uma outra pergunta que merece atenção semelhante: o que precisa mudar para que o Brasil chegue melhor aos próximos anos?

Continua após a publicidade

Enquanto o futebol ficará em segundo plano pelos próximos quatro anos, o país passa a viver um período em que as discussões políticas ganharão protagonismo. E não poderia ser diferente. As decisões tomadas nas urnas têm impacto direto na vida dos brasileiros muito antes de qualquer bola voltar a rolar em um Mundial.

A eleição que se aproxima terá peso significativo para o futuro nacional.

Os eleitores serão chamados a escolher o Presidente da República, os governadores dos estados, os deputados federais, os deputados estaduais e parte relevante do Senado Federal. Não se trata apenas da escolha de nomes, mas da definição de prioridades, projetos e visões de País.

Continua após a publicidade

No caso da Presidência da República, estará em discussão a condução da economia, a relação com o Congresso Nacional, a capacidade de articulação política e a definição das grandes diretrizes do governo federal.

Nos estados, os governadores serão responsáveis por áreas sensíveis como segurança pública, infraestrutura, mobilidade e gestão dos serviços essenciais.

Já o Poder Legislativo terá papel determinante na construção do ambiente político dos próximos anos. Deputados e senadores não apenas elaboram leis. Eles fiscalizam governos, influenciam agendas nacionais e ajudam a determinar o grau de estabilidade institucional necessário para a execução de políticas públicas.

Continua após a publicidade

O Senado merece atenção especial. Em um momento em que o país discute temas relacionados ao equilíbrio entre os Poderes, às reformas estruturais e ao funcionamento das instituições, a composição da Casa tende a ganhar relevância ainda maior no debate político.

Por isso, talvez a principal lição deste momento seja compreender que o futuro não é construído apenas por talentos individuais, seja no esporte ou na política. Ele depende de planejamento, liderança, escolhas e capacidade de execução.
Daqui a quatro anos, a Seleção Brasileira provavelmente contará com atletas mais experientes.

Jovens jogadores que hoje começam suas trajetórias chegarão mais preparados. O futebol seguirá seu ciclo natural de renovação.

Continua após a publicidade

O Brasil também passará por seu próprio processo de renovação. A diferença é que, no campo político, os resultados não dependem apenas daqueles que ocupam cargos públicos.

Dependem, sobretudo, das escolhas feitas pelos cidadãos.
A Copa do Mundo ficou para trás. Agora começa um período em que o país precisará decidir quais caminhos pretende seguir até o próximo grande encontro com sua própria história.

E, ao contrário do futebol, onde o torcedor apenas acompanha o resultado, na democracia cada cidadão participa diretamente da construção do placar final.