Eduardo Saverin continua no topo da lista dos maiores bilionários brasileiros em 2026, segundo o ranking da Forbes. O patrimônio do empresário, porém, caiu de R$ 227 bilhões em 2025 para R$ 162,9 bilhões neste ano, uma redução de 28,24%.
Mesmo com a queda, Saverin permanece na primeira posição, onde está desde 2023. O brasileiro é um dos acionistas da Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.
A desvalorização está relacionada principalmente ao desempenho das ações da Meta. Segundo a Forbes, os papéis da companhia caíram cerca de 16% nos 12 meses até junho de 2026, em um cenário de aumento da competição entre empresas de inteligência artificial.
O movimento de Saverin contrasta com o de outros nomes do ranking. Entre os dez primeiros, seis aumentaram o patrimônio em relação ao ano anterior, enquanto três registraram queda e um manteve a posição com aumento patrimonial.
Quem mais ganhou dinheiro
O maior crescimento percentual entre os dez primeiros foi registrado por Ricardo Castellar de Faria, fundador da Granja Faria.
Faria passou da 21ª posição em 2025 para a 10ª em 2026. O patrimônio estimado subiu de R$ 19,6 bilhões para R$ 35,1 bilhões, uma alta de 79,08%.
A Granja Faria foi criada em 2006 e se tornou uma das principais produtoras de ovos comerciais, ovos férteis e pintos de um dia do país. A empresa possui 34 unidades produtoras e emprega cerca de 2.700 pessoas.
O empresário também expandiu os negócios para o exterior. Em 2024, adquiriu a americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão. No ano seguinte, comprou o Grupo Hevo, da Espanha.
Outro destaque é Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, de 30 anos. Filho do bilionário Marcel Herrmann Telles, ele subiu da 11ª para a 7ª posição.
A fortuna de Max passou de R$ 29,3 bilhões para R$ 38,8 bilhões, crescimento de 32,42%.
Ele vem assumindo a participação do pai na AB InBev, maior cervejaria do mundo e dona da Ambev, além de outras participações empresariais.
Banqueiros e investidores dominam o topo
Apesar das mudanças nas posições, o ranking continua concentrado em grandes grupos empresariais tradicionais.
A segunda colocada é Vicky Sarfati Safra e família, com R$ 130,6 bilhões. Viúva de Joseph Safra, ela manteve a posição em relação a 2025 e teve alta de 8,38% no patrimônio.
Em terceiro aparece Jorge Paulo Lemann e família, com R$ 103,5 bilhões, alta de 17,61%. O empresário é acionista da AB InBev e possui participações em empresas como a Restaurant Brands International, dona de Burger King e Tim Hortons.
Na quarta posição está André Santos Esteves, do BTG Pactual. A fortuna chegou a R$ 66,1 bilhões, crescimento de 29,61%.
A valorização das ações do BTG Pactual ajudou a impulsionar o patrimônio de Esteves. Os papéis do banco subiram cerca de 33% nos 12 meses até 30 de junho, segundo a Forbes.
O quinto lugar é de Fernando Roberto Moreira Salles, com R$ 50,3 bilhões. O empresário é acionista do Itaú Unibanco e da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), produtora de nióbio.
Seu patrimônio cresceu 25,12% em relação a 2025.
Quem perdeu patrimônio
Além de Saverin, outros dois nomes do top 10 tiveram redução patrimonial.
Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família passaram da sexta para a nona posição. A fortuna caiu de R$ 39,1 bilhões para R$ 35,4 bilhões, redução de 9,46%.
Sicupira é um dos principais sócios da 3G Capital, grupo que também tem participação na AB InBev. A empresa voltou a fazer grandes negócios em 2025, quando comprou a fabricante americana de calçados Skechers por cerca de US$ 9,4 bilhões.
O empresário é um dos três nomes ligados à 3G Capital entre os dez mais ricos do país, ao lado de Jorge Paulo Lemann e Max Herrmann Telles.
O Boticário também aparece entre os dez
O empresário Miguel Gellert Krigsner, fundador de O Boticário, ocupa a oitava posição, com patrimônio estimado em R$ 35,7 bilhões.
A fortuna cresceu 4,39% em relação aos R$ 34,2 bilhões estimados em 2025.
Krigsner nasceu em La Paz, na Bolívia, e se mudou para o Brasil ainda criança. Em 1977, fundou uma farmácia de manipulação que daria origem ao grupo O Boticário.
Atualmente, o conglomerado reúne marcas como Eudora, Quem Disse, Berenice?, Beautybox, Vult e O.U.i. Em 2025, o grupo registrou faturamento recorde de R$ 38,1 bilhões em vendas ao consumidor.
Os dez nomes somam, juntos, aproximadamente R$ 705 bilhões em patrimônio estimado em 2026.
Veja os 10 maiores bilionários brasileiros em 2026
| Posição | Nome | Patrimônio em 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| 1º | Eduardo Saverin | R$ 162,9 bilhões | -28,24% |
| 2º | Vicky Safra e família | R$ 130,6 bilhões | +8,38% |
| 3º | Jorge Paulo Lemann e família | R$ 103,5 bilhões | +17,61% |
| 4º | André Esteves | R$ 66,1 bilhões | +29,61% |
| 5º | Fernando Moreira Salles | R$ 50,3 bilhões | +25,12% |
| 6º | Pedro Moreira Salles | R$ 46,6 bilhões | +22,63% |
| 7º | Max Herrmann Telles | R$ 38,8 bilhões | +32,42% |
| 8º | Miguel Krigsner | R$ 35,7 bilhões | +4,39% |
| 9º | Carlos Alberto Sicupira e família | R$ 35,4 bilhões | -9,46% |
| 10º | Ricardo Faria | R$ 35,1 bilhões | +79,08% |
