Os sinais da crise econômica que o Brasil não pode ignorar

Aumento no preço dos alimentos, da cesta básica e dos combustíveis não é coincidência

Governo aposta em perdão de dívidas para destravar consumo e crédito

Essa crise já chegou. E ela está sendo sentida, principalmente, no bolso de quem mais precisa | Depositphotos

Estamos vivendo um momento delicado e perigoso no cenário global e nacional.

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Conflitos internacionais, tensões envolvendo grandes potências, instabilidade política, crise no sistema financeiro e empresas brasileiras acumulando dívidas bilionárias formam um cenário que muitos ainda enxergam como distante.

Mas não é.

Essa crise já chegou. E ela está sendo sentida, principalmente, no bolso de quem mais precisa.

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O aumento no preço dos alimentos, da cesta básica e dos combustíveis não é coincidência. É reflexo direto de um sistema econômico pressionado, que impacta primeiro e com mais força as periferias, as favelas e as famílias mais vulneráveis.

Enquanto muitos acompanham as notícias como espectadores, a realidade é que essas mudanças afetam o dia a dia de todos nós. O dinheiro perde valor, o poder de compra diminui e a insegurança cresce.

E o cenário pode se agravar.

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Se houver paralisações logísticas, como já vimos no passado, o abastecimento pode ser comprometido. Mercados podem ficar vazios. E, quando isso acontece, não é só quem não pode pagar que sofre, até quem tem recurso enfrenta dificuldade.

Mas a história nos ensina.

Durante a pandemia, vimos o quanto a falta de preparo impacta diretamente a população. E vimos a força da organização comunitária, da solidariedade e da ação rápida nas favelas.

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Por isso, este não é um chamado ao medo. É um chamado à consciência.

Precisamos estar atentos.

Precisamos nos organizar.

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Precisamos aprender a proteger nossas famílias e nossas comunidades.

Quem pode, deve se preparar minimamente: evitar desperdícios, planejar melhor os gastos e, se possível, ter uma pequena reserva de alimentos e recursos.

Mais do que isso, é fundamental fortalecer as redes locais, apoiar iniciativas comunitárias e cobrar políticas públicas que garantam segurança alimentar e proteção social.

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Porque uma coisa é certa:  em momentos de crise, quem mais sofre é sempre quem já estava em situação de vulnerabilidade.

O Brasil não pode continuar reagindo depois que o problema explode.

É hora de antecipar, de cuidar e de agir.

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A crise não está chegando.

Ela já começou.