Rogéria Alves da Cruz Rodrigues busca sua filha adotiva, Vitória Claudiano Nogueira, que desapareceu em 5 de junho de 2009 em Irajá, no Rio de Janeiro.
Vitória tinha 11 anos quando saiu para entregar um cartão Riocard escolar na casa de uma amiga. Mas isso nunca aconteceu. Vitória não chegou na casa da amiga, e nem voltou para casa.
Rogéria chegou em casa mais cedo do trabalho, às 15h, e logo foi informada pela amiga da filha do desaparecimento, que ligou achando que Vitória poderia estar com a mãe, já que a casa em que estava trabalhando era perto. Rogéria não conseguia acreditar no que ouviu, ficou sem entender como isso poderia ter acontecido, pois Vitória nunca saia sozinha, especialmente sem o conhecimento da mãe.
Imediatamente junto com a amiga da filha e a mãe desta iniciaram as buscas nas casas de outras amigas, que nada sabiam. Foram a uma lan house para ver se tinha alguma conversa da filha na conta do Orkut, mas não havia nada de anormal. Buscaram a cabine da PM próxima ao hospital do Irajá, por possíveis informes de acidente com criança, nem lá, tampouco no hospital, tinha qualquer registro de entrada.
Uma vizinha de outra amiguinha que morava na quadra próximo ao prédio de Rogéria, informou que viu Vitória passar pela escola Tarsila do Amaral, em frente ao prédio da então Operadora OI, acompanhada por um homem. A vizinha disse que chamou Vitória pelo nome, mas que quando a menina olhou o homem disse algo que a fez virar o rosto para a frente e continuar andando sem olhar para trás.
Ao buscarem por imagens de câmeras de segurança identificaram que alguém teve acesso antes mesmo da polícia, e que os trechos das filmagens que registrariam a passagem de Vitória em dois locais diferentes foram cortados (!!)
O desaparecimento de Vitória ocorreu numa 6ª feira por volta de 13h, mas o delegado só foi buscar pelas imagens de câmeras na 2ª feira, às 11h30, um tempo muito longo desperdiçado, em especial ao se buscar desaparecimento de crianças.
O que mais afronta essa mãe é ainda o Inquérito Policial ter sido ARQUIVADO (!), sem nenhum progresso ou Decisão sobre as investigações.
Outro empecilho à busca dessa mãe é o fato de Vitória não ser sua filha biológica, e justamente por isso Rogéria agora busca, por meio da Defensoria Pública ou do Ministério Público, localizar a mãe da criança na esperança de que esta aceite doar material genético que possa ser inserido no Banco Nacional de Perfil Genético.
E mais uma vez, constata-se a inaceitável inércia e descaso dos agentes públicos para com um caso de desaparecimento, mesmo se tratando de criança. O que falta a essas pessoas?
