Após um amistoso muito positivo contra o Panamá, a Seleção Brasileira demonstrou uma queda de desempenho, mas ainda foi capaz de vencer o Egito no último jogo antes da Copa do Mundo.
A pior notícia fica por conta da lesão do Wesley, que merecia estar no Mundial. Sem um lateral-direito ainda em alto nível, o Brasil terá que lidar com Danilo, reserva do Flamengo e que tem atuado mais como zagueiro, sendo o único de ofício na posição.
Ibañez e Fabinho também podem ser improvisados na posição, além de Martinelli e Éderson que podem cobrir a marcação abertos pela direita, porém, mais avançados do que um lateral.
Contudo, outro fator também acende o alerta: o fato de Ancelotti não ter um time definido para começar a Copa do Mundo, que é um torneio de tiro curto.
Igor Thiago foi bem no primeiro jogo e desperdiçou chances no segundo. Endrick brilhou mais uma vez e mostrou que deveria ser titular da equipe.
Paquetá não foi tão bem quanto no primeiro jogo, mas ainda assim mostrou que é um jogador à parte, com características que faltam na equipe.
Mesmo poupado, Magalhães deve ser o titular na zaga com Marquinhos, que errou em mais um jogo. Casemiro deve iniciar na contenção ao lado de Bruno Guimarães, mas Danilo Santos merece atenção e pode ganhar a vaga durante o Mundial.
Rayan, que fez gol contra o Panamá, sequer entrou contra o Egito e deixa sua presença no time uma incógnita de qual é a hierarquia no ataque. Luiz Henrique rende mais saindo do banco, Martinelli parece ter perdido espaço na briga, e Vini e Raphinha, os dois craques da Seleção, ainda não se encontraram com a camisa amarela.
No mais, meu time titular seria: Alisson, Ibanez, Marquinhos, Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Danilo) e Paquetá; Raphinha, Vini e Endrick. Com Rayan, Cunha e Martinelli à postos para entrar caso o ataque não corresponda, além de Neymar, que ainda busca retomar o ritmo de jogo.
Com as atuações recentes, Vini e Raphinha não merecem um lugar cativo na equipe titular, mas ainda são as duas maiores esperanças ao lado, é claro, de Endrick.
Se Carlo Ancelotti foi incapaz de chegar até a Copa com um time titular ideal, uma coisa é certa: a escalação deve ser Endrick + 10.
